Exercício físico atenua parte dos riscos do sono ruim, mostra estudo com mais de 90 mil pessoas

Exercício físico atenua parte dos riscos do sono ruim, mostra estudo com mais de 90 mil pessoas

Manter uma rotina de exercícios pode compensar, ao menos em parte, os efeitos negativos de dormir mal. A conclusão é de um estudo divulgado no European Journal of Preventive Cardiology, que está entre os primeiros a analisar em conjunto a atividade física e a qualidade do sono usando acelerômetros — dispositivos semelhantes a relógios, com sensores que registram o nível de movimento.

Sono e exercício na balança

Dormir pouco ou demais — menos de 6 horas ou mais de 9 horas por noite — já é reconhecidamente associado a maior risco de várias doenças, entre elas problemas cardiovasculares e até demência. Já a atividade física é conhecida por ajudar a prevenir e controlar doenças metabólicas, neurodegenerativas e câncer, entre outras.

Como foi a pesquisa

Foram avaliadas mais de 90 mil pessoas entre 40 e 73 anos. Os participantes foram divididos conforme cumpriam ou não a recomendação de 150 minutos semanais de atividade moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa, e de acordo com o padrão de sono:

  • Sono curto: menos de 6 horas;
  • Sono normal: entre 6 e 8 horas;
  • Sono longo: mais de 8 horas.

Resultados

O melhor desempenho foi registrado entre quem se exercitava conforme as recomendações e também dormia bem: esse grupo apresentou o menor risco de morte por qualquer causa. No extremo oposto, pessoas sedentárias e com sono de má qualidade tiveram risco cardiovascular 52% maior.

O dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi que esses riscos diminuíam entre os participantes que praticavam atividade física dentro das diretrizes, mesmo quando enfrentavam problemas para dormir.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Pramod Kumar T.K./Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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