Farmácias passam a poder fazer testes rápidos de dengue, HIV, hepatite e sífilis

Desde 1º de agosto, farmácias de todo o Brasil estão autorizadas a realizar testes rápidos para doenças como dengue, HIV, hepatite e sífilis. Antes, apenas os exames de Covid-19 e de glicemia eram permitidos. A mudança foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em uma resolução publicada em maio.
Adesão opcional
Oferecer o serviço não é obrigatório. As farmácias que decidirem aderir têm 180 dias para cumprir as exigências, o que inclui contratar profissionais e montar espaços próprios para a coleta. Grandes redes, como São Paulo e Pacheco, já se preparam para disponibilizar diversos exames, entre eles colesterol, diabetes, glicemia e Beta-HCG, usado para confirmar gravidez.
As lojas estão adaptando suas estruturas às regras sanitárias, e as equipes, incluindo os farmacêuticos, passam por treinamento para receber e acolher o público, fazer os testes, emitir laudos técnicos e orientar os pacientes.
O que pode e o que não pode
A Anvisa não publicou uma lista fechada de exames. Segundo a Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), será possível oferecer pelo menos 40 testes de análises clínicas de etapa única, ou seja, que não exigem processamento posterior. Continuam proibidos exames de urina e fezes e os de sangue que dependem de coleta em veia ou artéria. Os preços ficarão a cargo da livre concorrência.
A autorização era reivindicada pelo setor farmacêutico desde 2017 e ganhou força na pandemia, quando as farmácias foram liberadas para testar Covid-19. De acordo com a Abrafarma, mais de 20 milhões de testes rápidos para o coronavírus foram feitos nesses estabelecimentos.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: M Joko Apriyo Putro/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)







