Flexitarianismo: como funciona a dieta que reduz a carne sem eliminá-la

Diminuir o consumo de carne, sem necessariamente abandoná-la: essa é a proposta do flexitarianismo. Nesse estilo de alimentação, o equilíbrio é a palavra de ordem. Os vegetais formam a base do cardápio, como nas dietas vegetariana e vegana, mas a proteína animal continua liberada em ocasiões específicas.
Mais fibras no prato
De acordo com a nutricionista Tatiana Consoli, do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), uma das vantagens desse padrão é o aumento no consumo de fibras, encontradas em verduras, legumes, frutas e grãos. As fibras podem ajudar a diminuir a absorção de açúcares e gorduras e prolongam a sensação de saciedade.
Com isso, além de reduzir as chances de complicações cardiovasculares, comer menos carne pode contribuir para prevenir doenças como o câncer. Desde 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para o potencial cancerígeno de carnes processadas, como presunto, linguiça e bacon. A nutricionista também aponta menor risco de diabetes tipo 2, já que a alimentação baseada em vegetais tende a ter menos gordura e açúcar.
Atenção à vitamina B12
Um ponto que merece cuidado é a vitamina B12, presente em alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leite e derivados. Ela participa, entre outras funções, da formação das células do sangue e dos neurônios. Quando está baixa, os principais sinais são danos neurológicos e queda na disposição física e mental.
Cuidado com os ultraprocessados
Tatiana alerta que algumas pessoas, ao cortar a carne, passam a consumir mais produtos ultraprocessados. Hambúrgueres, salsichas e petiscos, mesmo quando vendidos como feitos à base de plantas, entram nessa categoria e costumam ter muito sódio, aditivos, corantes e conservantes. A orientação é dar preferência a alimentos naturais ou preparar versões caseiras desses produtos.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Andy Li/Wikimedia Commons (CC0)







