Gripe, rinite e pneumonia no frio: medidas simples para proteger as vias respiratórias no inverno

Os dias frios trazem aumento de gripe, resfriado, rinite, sinusite, asma, bronquite e pneumonia, especialmente entre crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e com imunidade baixa. A temperatura não é o único fator: no inverno, as pessoas passam mais tempo em locais fechados e mal ventilados, o que facilita a transmissão de vírus, e o ar frio e seco irrita as vias aéreas e resseca as mucosas, agravando quadros alérgicos e inflamatórios. Nessa época também circulam mais o vírus influenza e o vírus sincicial respiratório.
Gripe não é resfriado
O resfriado costuma ser leve, com coriza, espirros, nariz entupido e dor de garganta, e melhora em poucos dias. A gripe, causada pelo influenza, provoca febre, dores no corpo, calafrios, cansaço intenso, dor de cabeça, tosse e prostração, e pode se complicar com pneumonia em idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Vacina e ventilação
A vacinação contra a influenza é uma das principais formas de reduzir casos graves, internações e mortes. Em 2026, a campanha nacional começou oficialmente em 28 de março nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Manter em dia outras vacinas indicadas, como Covid-19, pneumocócica e coqueluche, também protege os mais vulneráveis. A vacina não evita todas as infecções, mas seu principal objetivo é prevenir complicações.
Mesmo no frio, abra portas e janelas em alguns momentos do dia para renovar o ar, sobretudo em escolas, escritórios e transporte coletivo. Quem tem tosse, febre, dor de garganta ou coriza intensa deve evitar contato próximo, usar máscara em ambientes compartilhados e reforçar a higiene das mãos.
Outros cuidados
- Beba água mesmo sem sede; sopas, caldos e frutas também hidratam. Álcool não conta e pode desidratar.
- Lave as mãos com frequência e evite levá-las a olhos, nariz e boca.
- Cubra boca e nariz ao tossir ou espirrar e não compartilhe copos e talheres.
- Mantenha alimentação equilibrada e boas noites de sono.
- Não se automedique: antibióticos não tratam gripe nem resfriado, que em geral são virais, e o uso indevido favorece a resistência bacteriana.
- Pessoas com asma, bronquite, DPOC, doenças cardíacas, diabetes ou imunossupressão devem manter o acompanhamento e não suspender bombinhas, corticoides inalatórios ou antialérgicos por conta própria.
Procure atendimento em caso de falta de ar, chiado forte no peito, febre alta ou persistente, dor no peito, confusão mental, lábios ou dedos arroxeados, piora progressiva, desidratação ou sonolência excessiva, além de sintomas em bebês, idosos e pessoas com doenças crônicas. Tosse que dura semanas e crises frequentes de asma, rinite ou sinusite também merecem avaliação.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: James Gathany/Wikimedia Commons (Domínio público)







