Estudo britânico liga sono curto, abaixo de cinco horas, a maior risco de depressão

Dormir menos de cinco horas por noite pode estar ligado a um risco bem maior de desenvolver depressão ao longo dos anos. É o que aponta uma pesquisa conduzida por cientistas da University College London, no Reino Unido, que acompanhou a relação entre sono e saúde mental por um período de até 12 anos.
O que o estudo encontrou
Publicado na revista Nature em 20 de outubro de 2023, o trabalho associa a qualidade do sono ao surgimento de problemas psicológicos como depressão e ansiedade. Segundo os resultados, pessoas com predisposição genética para dormir pouco tiveram 2,5 vezes mais chances de apresentar sintomas depressivos em um intervalo de quatro a 12 anos.
Os pesquisadores analisaram informações genéticas e de saúde de 7.146 pessoas, com idade média de 60 anos. A avaliação levou em conta as características genéticas dos participantes, independentemente de quantas horas eles realmente dormiam. Entre os idosos estudados, 11,47% relataram ter passado por depressão.
Genética e envelhecimento
A autora principal, Odessa Hamilton, lembrou que estudos anteriores já haviam mostrado que fatores genéticos influenciam a capacidade de pegar no sono. Ela destacou que tanto o sono ruim quanto a depressão se tornam mais frequentes com a idade e que, com o envelhecimento da população mundial, cresce a necessidade de entender melhor essa relação. Segundo a pesquisadora, o estudo abre caminho para novas investigações sobre genética, sono e sintomas depressivos.
Hábitos que ajudam a dormir melhor
Mesmo com o peso da genética, a chamada higiene do sono pode melhorar o descanso. Entre as orientações estão:
- deixar o celular e outros aparelhos longe da cama;
- evitar bebidas alcoólicas à noite;
- manter o quarto em temperatura agradável;
- evitar cochilos durante o dia;
- praticar atividade física todos os dias.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: xusenru (Pixabay)/Wikimedia Commons (CC0)







