FDA aprova Zepbound, versão da tirzepatida para obesidade; pedido está em análise na Anvisa

FDA aprova Zepbound, versão da tirzepatida para obesidade; pedido está em análise na Anvisa

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, autorizou a tirzepatida para o tratamento da obesidade, ampliando as opções de remédios para perda de peso. Com essa indicação, o medicamento recebe o nome comercial de Zepbound.

Mesma substância do Mounjaro

Fabricado pela Eli Lilly, o Zepbound tem o mesmo princípio ativo do Mounjaro, remédio para diabetes aprovado em maio de 2022 e que passou a ser usado por muita gente para emagrecer, o que tornou difícil encontrá-lo nas farmácias. No Brasil, a Anvisa já aprovou o Mounjaro, mas ainda não havia data para a chegada ao mercado.

O Zepbound está em avaliação na Anvisa, que tem prazo de 365 dias a partir do pedido, feito pela Lilly em setembro. Esse prazo pode ser prorrogado se a agência solicitar informações ou documentos adicionais.

Quem pode usar

Nos EUA, o uso foi liberado para pessoas com índice de massa corporal (IMC) igual ou acima de 30, faixa que caracteriza obesidade, ou com IMC de 27 associado a condições ligadas ao peso, como pressão alta. A recomendação é combinar o remédio com dieta de restrição calórica e mais atividade física.

Como age no organismo

A tirzepatida imita o GLP-1, hormônio também simulado pela semaglutida (Ozempic e Wegovy) e pela liraglutida (Saxenda). No pâncreas, o GLP-1 aumenta a produção de insulina; no estômago, desacelera a digestão; e no cérebro, estimula a saciedade. O resultado é menos fome, menor ingestão de calorias e perda de peso.

O diferencial é que a tirzepatida também imita outro hormônio intestinal, o GIP, o que, segundo especialistas, pode explicar a eficácia maior. Em um estudo de 72 semanas financiado pela fabricante, participantes com obesidade que usaram a dose mais alta perderam, em média, cerca de 18% do peso corporal.

Efeitos colaterais

Problemas gastrointestinais foram os efeitos mais relatados: cerca de um terço dos voluntários na dose mais alta teve náuseas, e aproximadamente um quinto, diarreia. Também apareceram dor abdominal, vômito, prisão de ventre, dor de cabeça e tontura. A FDA cita ainda arrotos, queda de cabelo e refluxo gastroesofágico.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Raimond Spekking/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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