Ministério da Saúde lança campanha sobre os riscos das apostas online para a saúde mental

A expansão das apostas esportivas pela internet no Brasil virou também uma questão de saúde pública. Diante do aumento de casos de uso compulsivo dessas plataformas, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional para alertar sobre a dependência em jogos e divulgar os serviços de apoio oferecidos pelo SUS.
A proposta é mostrar que o que começa como entretenimento pode se transformar em compulsão, com prejuízos financeiros, emocionais, familiares e profissionais.
Sinais de que a aposta saiu do controle
O transtorno do jogo, também chamado de ludopatia, é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um transtorno ligado ao comportamento e pode atingir pessoas de todas as idades e perfis. Entre os sinais de alerta citados por especialistas estão:
- apostar quantias cada vez maiores;
- não conseguir parar;
- ficar irritado ou ansioso ao tentar interromper;
- tentar controlar o hábito várias vezes, sem sucesso;
- acumular perdas financeiras com frequência;
- mentir sobre o tempo ou o dinheiro gasto;
- ver o jogo afetar família, trabalho ou estudos.
Além das perdas de dinheiro, a compulsão pode provocar ou piorar ansiedade, depressão, estresse intenso, insônia e isolamento. Nos casos mais graves, pode levar ao endividamento e elevar o risco de pensamentos suicidas. Por isso, a recomendação é buscar ajuda logo nos primeiros sinais.
Onde encontrar apoio
O SUS atende pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que inclui os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), e também nas Unidades Básicas de Saúde. Conforme a avaliação, o paciente pode ter acompanhamento psicológico, psiquiátrico e de equipe multiprofissional. Familiares e amigos têm papel importante ao perceber mudanças de comportamento e incentivar o tratamento.
Como reduzir os riscos
- definir limites de tempo e de dinheiro antes de apostar;
- não usar recursos reservados a despesas essenciais;
- não tentar recuperar perdas com novas apostas;
- investir em outras formas de lazer;
- procurar ajuda profissional ao perceber perda de controle.
A campanha também busca reduzir o estigma sobre quem procura tratamento, reforçando que a dependência em jogos é um problema de saúde tratável, sobretudo quando identificado cedo.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Dennis Cortés/Wikimedia Commons (CC0)







