Pós-parto: por que fazer dieta restritiva durante a amamentação é arriscado

Pós-parto: por que fazer dieta restritiva durante a amamentação é arriscado

A gravidez é um período em que ganhar peso é esperado, mas muitas mulheres ficam insatisfeitas com o corpo depois do parto e querem voltar rapidamente ao peso anterior. A baixa autoestima nessa fase pode levar a restrições alimentares que colocam em risco a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê.

Uma fase de muitas mudanças

O puerpério traz uma nova rotina: menos horas de sono, pouco tempo para cuidar da própria alimentação, que tende a priorizar opções práticas e calóricas, e menos espaço para atividade física. A falta de sono reduz o gasto de energia e desregula hormônios, aumentando o apetite por alimentos calóricos e dificultando a perda de peso.

A amamentação ajuda a emagrecer

A amamentação exclusiva traz benefícios para os dois e ajuda a prevenir obesidade e deficiências nutricionais na mãe e na criança. Produzir leite exige muita energia, o que colabora com o emagrecimento. Por isso, nutricionistas recomendam que a lactante tenha uma dieta variada e equilibrada em proteínas, carboidratos e gorduras. Restringir a alimentação pode diminuir a produção de leite, deixar a mãe desnutrida e comprometer o crescimento do bebê. A orientação é não fazer dieta para emagrecer nesse período, apenas evitar excessos. O leite materno é o alimento ideal nos primeiros meses: está sempre pronto, na temperatura certa, é higiênico, de fácil digestão, protege contra doenças e atende às necessidades nutricionais e afetivas da criança.

Orientações para a lactante

  • pelo menos duas frutas por dia e legumes e verduras no almoço e no jantar;
  • peixe bem cozido em ao menos uma refeição principal;
  • pequenas porções de carboidrato nos lanches;
  • cerca de 3 a 4 litros de água por dia.

Alguns itens pedem cautela: cafeína (café, chá preto, mate e refrigerantes), limitada a uma xícara de café por dia, após a mamada e até as 17h; excesso de alimentos que formam gases; leite de vaca, se provocar cólicas no bebê; bebidas alcoólicas; adoçantes artificiais e produtos diet ou light; e chocolate em grande quantidade. Tudo isso deve ser acompanhado por uma equipe com nutricionista, psicólogo e médico, respeitando a individualidade de cada mãe.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Anton Nosik/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

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