Uva e glicemia: índice glicêmico e compostos da fruta podem favorecer quem tem diabetes

Uma xícara de uvas (cerca de 151 gramas) tem aproximadamente 23 gramas de açúcar, número que costuma gerar dúvida em quem tem diabetes. Mas o teor de açúcar sozinho não conta toda a história: é preciso observar também o índice glicêmico (IG) da fruta.
O que diz o índice glicêmico
O IG mede a velocidade com que um alimento eleva a glicose no sangue. No caso das uvas, ele varia entre 49 e 59, conforme a variedade. A linha que separa um IG baixo de um médio não é unânime: parte dos nutricionistas adota o limite de 55, enquanto outros consideram baixo apenas o que fica abaixo de 50.
Na prática, isso coloca a uva entre as frutas de índice baixo a moderado, ou seja, ela tende a elevar a glicemia de forma lenta ou moderada, sem necessariamente provocar picos.
Quantidade continua importando
Um alerta vale para qualquer alimento: comer em excesso algo de IG baixo acaba tendo efeito parecido, sobre o açúcar no sangue, ao de consumir um alimento de IG alto. Por isso, a orientação é incluir as uvas com moderação, como se faz com as demais frutas.
Compostos que ajudam a insulina
Além do IG, substâncias presentes na uva podem melhorar marcadores ligados à resposta à insulina. Uma revisão que reuniu 29 estudos, com 1.297 adultos, mostrou que as uvas e seus suplementos reduziram de forma significativa o HOMA-IR, índice usado para medir a resistência à insulina.
O destaque é o resveratrol, composto que pode ajudar o organismo a:
- diminuir a resistência à insulina e aumentar a sensibilidade a esse hormônio;
- proteger as células beta do pâncreas, responsáveis por produzir insulina;
- melhorar a produção de insulina;
- ampliar o número de receptores de glicose nas membranas das células.
Quem tem diabetes deve ajustar o consumo de frutas ao seu plano alimentar, de preferência com orientação de um nutricionista.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Panelxf/Wikimedia Commons (CC0)







