Escarlatina: como reconhecer, tratar e evitar a infecção que atinge sobretudo crianças

Escarlatina: como reconhecer, tratar e evitar a infecção que atinge sobretudo crianças

A escarlatina, também chamada de febre escarlate, é uma infecção bacteriana que acomete principalmente crianças. A causadora é a bactéria Streptococcus pyogenes, a mesma responsável pela faringite estreptocócica. Embora hoje seja menos frequente do que no passado, levantamentos estaduais ainda registram surtos da doença.

Sinais de alerta e diagnóstico

No começo, o quadro lembra uma infecção de garganta comum: febre alta, dor e dificuldade para engolir e gânglios inchados no pescoço. O que diferencia a escarlatina é o aparecimento de manchas vermelhas e ásperas na pele, com textura parecida à de uma lixa. Elas costumam surgir no tronco e depois se espalham para pescoço, braços e pernas. Também podem ocorrer mal-estar, dor de cabeça e vômitos.

A confirmação é feita por exame físico, somado à coleta de material da garganta com swab para identificar a bactéria.

Tratamento

O tratamento principal é feito com antibióticos, como penicilina ou amoxicilina. É fundamental seguir o esquema completo prescrito, mesmo que a melhora venha rápido, para evitar complicações e interromper a transmissão. Remédios para baixar a febre e aliviar a dor de garganta podem ser indicados, além de repouso e boa hidratação.

Prevenção e possíveis complicações

A doença é muito contagiosa e passa facilmente pelo contato próximo com quem está infectado, sobretudo no compartilhamento de talheres, copos e alimentos. Lavar as mãos com frequência e evitar proximidade com pessoas doentes são as principais formas de proteção.

Quando tratada adequadamente, a escarlatina costuma ter boa evolução. Sem tratamento, porém, a infecção pode levar a complicações graves, como febre reumática e glomerulonefrite aguda, uma inflamação nos rins, entre outras.

Por isso, ao notar os primeiros sintomas, o recomendado é procurar atendimento médico para um diagnóstico correto e o início rápido do tratamento. Reconhecer os sinais cedo e manter bons hábitos de higiene ajudam a reduzir a circulação da doença.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Seattle Municipal Archives/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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