Adultos do DF comem menos ultraprocessados, mas crianças e adolescentes seguem acima de 78%

Adultos do DF comem menos ultraprocessados, mas crianças e adolescentes seguem acima de 78%

O consumo de ultraprocessados entre moradores do Distrito Federal atendidos pela Atenção Primária à Saúde diminuiu em 2024, segundo o boletim mais recente sobre estado nutricional e consumo alimentar da Secretaria de Saúde. Mesmo com a queda, os índices continuam altos e preocupam, principalmente entre crianças e adolescentes.

Adultos e gestantes

Entre os adultos, a proporção de quem consome ultraprocessados passou de 72,36% em 2023 para 67% em 2024, redução de 5,3%. O consumo de bebidas adoçadas, como refrigerantes e sucos industrializados, também recuou, de 52,58% para 49%. Nas gestantes, porém, o movimento foi contrário: o índice subiu para 55%, pouco acima do ano anterior.

Infância e adolescência

  • De 6 meses a 2 anos: cerca de uma em cada três crianças consumiu ultraprocessados.
  • De 2 a 5 anos: mais de 78% consomem esses produtos, e 9,63% já têm excesso de peso.
  • De 5 a 10 anos: 83,56% consomem ultraprocessados e 25% estão acima do peso; muitas fazem refeições diante da televisão.
  • Adolescentes: 84,78% consomem, 27,86% têm excesso de peso e só 68% fazem regularmente as três refeições principais.

Idosos com os melhores hábitos

Os idosos apresentam o cenário mais favorável: 46,3% consomem ultraprocessados, mais de 84% mantêm feijão, frutas, legumes e verduras no cardápio e o grupo conserva o hábito de fazer pelo menos três refeições principais por dia.

Por que preocupam

Ultraprocessados são produtos industriais formulados com aditivos que realçam sabor, cor, textura e durabilidade. Costumam ter muito açúcar, sódio e gordura saturada, com muitas calorias e poucos nutrientes, o que os torna especialmente atraentes para as crianças. O consumo frequente pode favorecer o ganho de peso e aumentar o risco de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

A Secretaria de Saúde publica esses boletins todos os anos para mapear o perfil alimentar da população e orientar ações de promoção da saúde e de incentivo a uma alimentação adequada.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: SMC at English Wikipedia/Wikimedia Commons (Public domain)

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