Após primeiro caso de sarampo desde 2020, DF monitora contatos e reforça vacinação

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) colocou em prática uma série de medidas para impedir a transmissão do sarampo depois de confirmar o primeiro caso da doença na capital desde 2020. A resposta, que incluiu diagnóstico rápido, busca ativa de contatos e bloqueio vacinal, foi elogiada pelo Ministério da Saúde como exemplo para outros estados e municípios.
O caso confirmado
A paciente é uma mulher de 30 a 39 anos com histórico de viagens internacionais. Os primeiros sintomas, como febre, tosse seca e irritação nos olhos, surgiram em 27 de fevereiro, e as manchas vermelhas características apareceram em 1º de março. O diagnóstico foi confirmado por exames do Lacen-DF e da Fiocruz-RJ. Ela não precisou ser internada e se recuperou sem complicações.
Monitoramento dos contatos
O DF conta com um serviço de monitoramento 24 horas para eventos de importância em saúde pública. Diante de um caso suspeito, são investigadas todas as pessoas que tiveram contato com o paciente, como colegas de trabalho, vizinhos e até passageiros de avião ou de carros de aplicativo. Neste caso, 278 contatos estão sendo acompanhados até 26 de março. A Vigilância Epidemiológica faz a varredura vacinal e o bloqueio vacinal seletivo, que deve ocorrer em até 72 horas após a exposição ao vírus.
Quem deve se vacinar
- Pessoas de até 29 anos: duas doses da tríplice viral.
- Adultos de 30 a 59 anos: pelo menos uma dose.
- Profissionais de saúde: duas doses, independentemente da idade.
- Em situação de surto, bebês de 6 a 11 meses podem receber a chamada dose zero.
No DF, a cobertura entre crianças menores de dois anos é de 97,2% na primeira dose e 88,3% na segunda. A secretaria tem mais de 40 mil doses disponíveis. A gerente da Rede de Frio, Tereza Pereira, orienta quem está com a caderneta desatualizada a procurar uma Unidade Básica de Saúde e lembra que a vacina é segura, pode ser aplicada junto com outras e protege toda a comunidade.
O sarampo é altamente contagioso e pode trazer complicações graves, sobretudo em crianças menores de cinco anos. Febre que persiste depois do aparecimento das manchas pode indicar um quadro mais sério.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Japanexperterna.se/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)







