Atendimento a pacientes de fora do DF pode custar quase R$ 1 bilhão à rede pública

Atendimento a pacientes de fora do DF pode custar quase R$ 1 bilhão à rede pública

Uma fatia expressiva dos recursos da saúde pública do Distrito Federal tem sido usada no atendimento de pessoas que não moram no DF, principalmente da região do Entorno e de outros estados. Esse atendimento é assegurado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que garante acesso universal aos serviços, independentemente do endereço do paciente.

Para onde vai o dinheiro

Segundo dados da Secretaria de Saúde do DF, as despesas com pacientes de fora podem se aproximar de R$ 1 bilhão, somando internações hospitalares, leitos de unidade de terapia intensiva (UTI), cirurgias e partos feitos na rede pública.

As internações respondem pela maior parte do custo, com centenas de milhões de reais ao longo do ano. Os atendimentos em UTI também pesam bastante no orçamento, por causa da complexidade e do alto valor desse tipo de cuidado. Cirurgias e partos de pacientes do Entorno completam a conta.

Partos chamam atenção

Um dos dados que mais se destacam é o volume de partos: uma parcela significativa dos bebês que nascem na rede pública do DF é filha de mães que vivem em outros estados, sobretudo em municípios vizinhos. O cenário mostra o quanto a população do Entorno depende da estrutura de saúde da capital.

Desafio para a gestão

Para o poder público, o fluxo constante de pacientes de outras localidades é um desafio financeiro e estrutural, que exige planejamento, ampliação de recursos e fortalecimento da cooperação regional. Equilibrar a demanda externa com o atendimento aos moradores do DF é fundamental para manter o sistema sustentável e a qualidade dos serviços.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Luis Dantas/Wikimedia Commons (domínio público)

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