Do chocolate aos embutidos: 10 alimentos associados às crises de enxaqueca

Do chocolate aos embutidos: 10 alimentos associados às crises de enxaqueca

A enxaqueca é uma doença neurológica que provoca dores de cabeça fortes e latejantes, muitas vezes acompanhadas de náusea, vômito e sensibilidade à luz e ao barulho. A causa exata ainda não é conhecida, mas vários fatores podem desencadear as crises, e a alimentação é um dos mais relevantes.

Os gatilhos alimentares mais comuns

  • Chocolate: contém cafeína e teobromina, que podem dilatar os vasos sanguíneos e provocar dor.
  • Café: a cafeína tem efeito duplo; em pouca quantidade pode aliviar a dor, mas o excesso ou a suspensão repentina podem iniciar uma crise.
  • Queijos curados: parmesão, gorgonzola e roquefort têm tiramina, composto associado às crises em pessoas sensíveis.
  • Bebidas alcoólicas: sobretudo o vinho tinto, que desidrata e ainda contém tiramina e histamina.
  • Embutidos e carnes processadas: presunto, salame e salsicha costumam levar nitratos e nitritos, conservantes que dilatam os vasos.
  • Adoçantes artificiais: o aspartame, por exemplo, é relacionado a crises em algumas pessoas por interferir em neurotransmissores.
  • Frutas cítricas: laranja, limão e toranja, apesar de saudáveis, têm tiramina e outros compostos que afetam quem é sensível.
  • Fermentados e conservas: picles e chucrute concentram muita tiramina.
  • Derivados de soja: tofu, shoyu e missô também apresentam teor elevado de tiramina.
  • Nozes e sementes: amêndoas, castanha de caju e gergelim, fontes de gorduras boas, podem conter substâncias que desencadeiam a dor.

Como identificar o que faz mal

Reconhecer e evitar os alimentos que provocam crises é um passo importante no controle da enxaqueca. Anotar em um diário o que foi consumido e quando os sintomas aparecem ajuda a perceber padrões. Uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes e com boa hidratação, também reduz a influência dos gatilhos.

Quem sofre de enxaqueca deve procurar um médico ou nutricionista para receber orientação individual sobre ajustes na dieta e formas de diminuir a frequência das crises.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Benoît Prieur/Wikimedia Commons (CC0)

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