Enlatados na dieta: quais valem a pena e quais é melhor evitar

Os alimentos enlatados têm fama de vilões, mas nem todos merecem essa reputação. Alguns concentram muito sódio, conservantes e gordura; outros são nutritivos e práticos e podem fazer parte de uma alimentação equilibrada. O segredo está em saber escolher.
Como avaliar na prateleira
- Leia o rótulo: prefira listas de ingredientes curtas e fáceis de entender, sem aditivos como glutamato monossódico, conservantes artificiais ou excesso de açúcar e sódio.
- Confira o sódio: muitos enlatados levam bastante sal para durar mais. Verifique se a porção cabe no limite diário recomendado de 2.300 mg.
- Prefira versões naturais: escolha produtos conservados em água ou no próprio suco, e não em óleo ou calda.
Boas escolhas
- Atum e sardinha em água ou azeite de oliva, fontes de ômega-3 e proteínas.
- Grão-de-bico, feijão e lentilha, ricos em fibras e proteínas vegetais; enxágue antes de consumir.
- Tomate pelado e molhos simples, com licopeno, antioxidante bom para o coração, sem açúcar ou corantes.
- Milho e ervilha conservados em água, sem excesso de sal ou açúcar.
- Frutas como pêssego e abacaxi conservadas no próprio suco.
Escolhas a evitar
- Carnes processadas, como salsicha e linguiça, com gordura saturada, sódio e nitritos e nitratos, associados a doenças cardiovasculares e câncer.
- Frutas em calda, carregadas de açúcar.
- Sopas e caldos prontos, com muito sódio, gordura e aditivos.
- Conservas de vegetais com sal e vinagre em excesso.
- Leite condensado e cremes industrializados, que devem ser consumidos com moderação.
Outras dicas: lavar grãos e vegetais em conserva reduz o sódio; os enlatados devem complementar, e não substituir, os alimentos frescos; e vale preferir latas sem Bisfenol A (BPA), substância que pode contaminar os alimentos. Com esses cuidados, os enlatados viram aliados práticos na cozinha.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: photoheuristic.info/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)







