Estatinas e coenzima Q10: por que o remédio do colesterol pode reduzir essa substância no corpo

As estatinas estão entre os medicamentos mais receitados para controlar o colesterol e prevenir doenças do coração. Apesar da eficácia, esses remédios podem ter efeitos colaterais, e um deles é a queda dos níveis de coenzima Q10 (CoQ10) no organismo.
O que é a coenzima Q10
A CoQ10 é uma substância com características parecidas com as de uma vitamina e está presente em praticamente todas as células do corpo. Ela participa da geração de energia dentro das mitocôndrias, estruturas conhecidas como as “usinas” das células, e também funciona como antioxidante, ajudando a proteger as células contra a ação dos radicais livres.
Por que as estatinas mexem com a CoQ10
Esses medicamentos agem bloqueando a enzima HMG-CoA redutase, responsável pela fabricação de colesterol no fígado. O problema é que a mesma enzima também é necessária para o corpo produzir a coenzima Q10. Assim, quem usa estatinas por muito tempo pode apresentar níveis mais baixos da substância.
Essa redução tem sido associada a alguns efeitos colaterais do tratamento, como dores musculares, cansaço e fraqueza, quadro conhecido como miopatia induzida por estatinas. Em certos casos, os sintomas incomodam tanto que o paciente abandona o remédio, o que pode deixar a saúde cardiovascular desprotegida.
O que dizem os estudos sobre a suplementação
Diversas pesquisas indicam que suplementar CoQ10 pode ajudar a diminuir os efeitos musculares ligados às estatinas, com possível melhora da energia, redução da dor e ganho de qualidade de vida. Por seu papel antioxidante, a substância também pode contribuir para proteger as células contra danos e inflamação.
O suplemento é vendido em cápsulas e comprimidos. As doses variam, e muitos especialistas citam a faixa de 100 a 200 mg por dia para quem faz uso de estatinas. Ainda assim, a orientação é conversar com um profissional de saúde antes de começar, para definir a dose correta e evitar interações com outros medicamentos.
Além disso, alimentação equilibrada e atividade física regular continuam sendo fundamentais para controlar o colesterol. Quem sente sintomas musculares durante o tratamento deve relatar ao médico e avaliar com ele se a suplementação faz sentido.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Globallystoners/Wikimedia Commons (CC0)







