Fertilidade: alimentação, sono e controle do estresse fazem diferença na saúde reprodutiva

Fertilidade: alimentação, sono e controle do estresse fazem diferença na saúde reprodutiva

Muitos fatores influenciam a fertilidade, e o estilo de vida está entre os mais importantes. Hábitos saudáveis aumentam as chances de concepção, protegem a saúde reprodutiva a longo prazo e melhoram a qualidade de óvulos e espermatozoides. Veja os pontos que merecem atenção.

Alimentação

  • Ácido fólico: essencial para a saúde dos óvulos e para a formação do tubo neural do bebê; está em folhas verde-escuras como espinafre e couve, leguminosas, abacate e suco de laranja.
  • Antioxidantes: frutas vermelhas, nozes e sementes protegem as células reprodutivas contra danos.
  • Ômega-3: presente em salmão, sardinha, chia e linhaça, ajuda na regulação hormonal e na mobilidade e forma dos espermatozoides.
  • Zinco e selênio: encontrados em castanhas, nozes e frutos do mar, estão ligados a maior produção e qualidade dos espermatozoides.
  • Proteínas magras e carboidratos integrais: mantêm a glicose estável, importante para a produção de hormônios reprodutivos.

Peso, exercício e sono

Tanto o excesso quanto a falta de peso desregulam os hormônios. A obesidade, por exemplo, está associada à resistência à insulina, que pode alterar a ovulação. Exercícios moderados melhoram a circulação e o controle hormonal e reduzem o estresse; a recomendação é de pelo menos 150 minutos por semana, com atividades como caminhada, natação, ioga e pilates. Treinos intensos em excesso, porém, podem interferir no ciclo menstrual e na produção de espermatozoides.

Dormir de 7 a 8 horas por noite ajuda a regular hormônios como estrogênio e testosterona. Evitar telas antes de deitar e manter o quarto escuro e silencioso contribuem para um sono reparador. Já o estresse elevado prejudica o equilíbrio hormonal e o sono; meditação, mindfulness, ioga, técnicas de respiração e momentos de lazer ajudam a controlá-lo.

O que evitar

O cigarro pode reduzir a qualidade de óvulos e espermatozoides, e o álcool interfere na produção de hormônios. Diminuir ou eliminar essas substâncias pode melhorar bastante as chances de gravidez. Também é indicado limitar a cafeína a no máximo 200 mg por dia.

O acompanhamento de nutricionista, médico ou especialista em fertilidade é fundamental para personalizar os cuidados e orientar sobre hábitos e eventuais suplementos. Um estilo de vida saudável beneficia não só a fertilidade, mas também a gestação e a saúde do bebê.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Bill Branson/Wikimedia Commons (Domínio público)

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