Fibromialgia: o que incluir e o que evitar na alimentação para aliviar os sintomas

A fibromialgia é uma condição crônica marcada por dor muscular espalhada pelo corpo, cansaço e pontos sensíveis. Suas causas ainda não são totalmente conhecidas, mas fatores genéticos, neurológicos e ambientais parecem estar envolvidos. Para quem convive com o problema, a alimentação pode ser uma ferramenta útil no controle dos sintomas.
Alimentos que podem ajudar
- Fontes de ômega-3: salmão, sardinha e atum têm ação anti-inflamatória que pode reduzir dor e inflamação. Linhaça, chia e nozes são alternativas vegetais.
- Frutas e verduras: fornecem vitaminas, minerais e antioxidantes contra o estresse oxidativo, que pode agravar o quadro. Morango, laranja, frutas vermelhas, espinafre, brócolis e cenoura são boas escolhas.
- Grãos integrais: aveia, quinoa e arroz integral trazem fibras e ajudam a manter a energia estável, evitando picos de glicose que causam fadiga.
- Magnésio: importante para músculos e nervos, está em amêndoas, sementes de abóbora, espinafre e abacate e pode aliviar dores e cãibras.
- Proteínas magras: frango, peixe, tofu e leguminosas ajudam na manutenção muscular e a evitar o ganho de peso, que pode piorar os sintomas.
O que é melhor evitar
- Ultraprocessados e açúcar refinado: biscoitos, bolos, refrigerantes e fast food favorecem inflamação e ganho de peso.
- Cafeína e energéticos: dão energia passageira, mas atrapalham o sono e podem aumentar a ansiedade, agravando fadiga e dor.
- Glúten e lactose: algumas pessoas com fibromialgia relatam sensibilidade, com inchaço e desconforto. Testar a retirada desses itens deve ser feito com orientação profissional.
- Álcool: prejudica o sono, pode interferir nos medicamentos e contribui para desidratação, dor e cansaço.
Hábitos que complementam a dieta
Atividades de baixo impacto, como caminhada, natação e ioga, melhoram a mobilidade e reduzem a dor. Dormir bem ajuda a aliviar dor e fadiga, e técnicas de relaxamento, como meditação e respiração profunda, diminuem o estresse.
A fibromialgia não tem cura definitiva, mas alimentação equilibrada e hábitos saudáveis podem melhorar a qualidade de vida. Como cada organismo reage de um jeito, o ideal é contar com um profissional de saúde para ajustar a dieta e o tratamento.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: DanaTentis/Wikimedia Commons (CC0)







