Greve dos médicos da rede pública do DF expõe impasse com o governo

Os médicos que atuam na rede pública do Distrito Federal entraram em greve no início de setembro de 2024. A categoria cobra melhores condições de trabalho, reajuste salarial e a contratação de mais profissionais para cobrir o déficit de pessoal no sistema de saúde. Segundo os médicos, a paralisação veio depois de anos de negociações sem resultado com o governo local.
Reivindicações da categoria
Os profissionais relatam sobrecarga e condições precárias nas unidades, como falta de medicamentos, equipamentos quebrados e escassez de equipes. Para o Sindicato dos Médicos do DF, sem estrutura adequada não há como garantir atendimento de qualidade a uma população que depende majoritariamente do Sistema Único de Saúde (SUS). A estimativa é de que mais de 1,9 milhão de pessoas no DF usem exclusivamente a rede pública, número considerado desproporcional à quantidade de médicos disponíveis.
Posição do governo
O Governo do Distrito Federal, comandado por Ibaneis Rocha, classifica as exigências como “absurdas” e afirma que elas ultrapassam R$ 600 milhões, valor que não caberia no orçamento atual. A gestão lembra que concedeu, em julho, reajuste de 18% a todos os servidores distritais e sustenta que não tem condições de atender pedidos como a reestruturação da carreira e a nomeação de aprovados em concursos.
Sem acordo à vista, governo e médicos trocam acusações de falta de diálogo, enquanto a rede pública de saúde do DF segue pressionada e a população sente diretamente os efeitos do impasse.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Agência Brasília/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)







