Gripe aumenta risco de crises de asma; veja como o DF atende pacientes asmáticos

Gripe aumenta risco de crises de asma; veja como o DF atende pacientes asmáticos

A temporada de gripe costuma trazer um efeito colateral para quem convive com a asma: o aumento das crises. Crianças e idosos são os mais afetados, e o risco de complicações respiratórias, como bronquiolite e pneumonia, também cresce nesse período.

A asma é uma doença pulmonar crônica que inflama as vias aéreas. Entre os sintomas mais comuns estão falta de ar, chiado no peito, tosse, sensação de aperto no tórax e cansaço.

Conhecer os gatilhos é fundamental

De acordo com a pneumologista Andréa Martha Rodrigues, saber o que desencadeia as crises é essencial. Poeira, ácaros, fumaça de cigarro, poluição, estresse e infecções virais estão entre os fatores mais frequentes. Doenças como gripe e covid-19 pioram os sintomas e elevam o risco de complicações, principalmente em crianças e pessoas mais vulneráveis. A baixa umidade e o ar poluído típicos da seca também agravam a inflamação das vias aéreas.

A especialista lembra que a asma não tem cura, mas pode ser controlada com o uso correto dos medicamentos prescritos, como os broncodilatadores (as conhecidas bombinhas), e com prevenção. Entre as medidas citadas estão:

  • vacinação anual contra gripe e pneumonia;
  • alimentação saudável e boa higiene;
  • prática de exercícios aeróbicos, que fortalecem pulmões e imunidade.

Pacientes como Rosemeire Pereira e Maria Guiomar Moraes, que têm asma há anos, conhecem bem a importância de seguir o tratamento e manter o acompanhamento médico. Mesmo assim, levantamentos indicam que 60% dos asmáticos no Brasil não têm a doença controlada e que 69% dos adultos já foram hospitalizados por crises graves.

Rede pública do DF

No Distrito Federal, o Programa de Atendimento ao Paciente Asmático funciona desde 1999 e dá acesso a centros de referência para os casos mais complexos, com equipes especializadas em diagnóstico e tratamento. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são a porta de entrada; quando há crises graves, os pacientes são encaminhados a ambulatórios especializados, com exames detalhados e acompanhamento contínuo.

Um alerta importante é contra a automedicação. O uso sem controle de broncodilatadores e corticoides pode piorar o quadro e causar problemas sérios, como gastrite, úlceras no estômago e arritmias cardíacas. Por isso, a recomendação é seguir sempre a orientação médica, manter a vacinação em dia, adotar hábitos saudáveis e evitar os gatilhos das crises.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: NIAID/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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