HIV e aids não são a mesma coisa: entenda a diferença e os avanços do tratamento

HIV e aids não são a mesma coisa: entenda a diferença e os avanços do tratamento

Usados muitas vezes como sinônimos, HIV e aids têm significados diferentes. Com os avanços da medicina e o maior acesso à informação, entender essa distinção é importante para combater o estigma e ampliar a conscientização.

O vírus e a síndrome

O HIV, vírus da imunodeficiência humana, ataca o sistema imunológico, em especial as células CD4, essenciais para a defesa do organismo. Quem tem o vírus é chamado de soropositivo, mas isso não significa que vá desenvolver aids. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível conviver com o HIV por muitos anos sem chegar a essa fase.

A aids, síndrome da imunodeficiência adquirida, é o estágio avançado da infecção, quando a imunidade está muito comprometida e o corpo fica exposto a infecções oportunistas e outros problemas. O diagnóstico ocorre quando a contagem de CD4 está muito baixa ou quando surgem doenças específicas ligadas à imunodeficiência.

Tratamento e prevenção

O tratamento do HIV evoluiu bastante nas últimas décadas. Os antirretrovirais (ARV), oferecidos gratuitamente pela rede pública no Brasil desde 1996, impedem que o vírus se multiplique e permitem manter a carga viral indetectável. Isso evita a progressão para a aids e elimina o risco de transmissão, princípio conhecido como “Indetectável = Intransmissível” (I=I).

A prevenção também ganhou ferramentas mais eficientes:

  • profilaxia pré-exposição (PrEP);
  • profilaxia pós-exposição (PEP);
  • uso de preservativo e testagem regular para HIV.

O Ministério da Saúde tem ampliado o acesso a essas estratégias, especialmente para pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

O desafio do estigma

Apesar dos avanços, preconceito e desinformação ainda afastam muitas pessoas da testagem e do tratamento, o que prejudica a prevenção e o controle do vírus. Campanhas educativas e políticas públicas de conscientização são apontadas como essenciais para mudar esse cenário.

Saber que HIV e aids não são a mesma coisa ajuda a desmistificar a soropositividade e reforça que, com tratamento contínuo, quem vive com HIV pode ter uma vida longa e saudável. As autoridades de saúde insistem na importância do diagnóstico precoce para que mais pessoas se beneficiem dos avanços da ciência.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: U.S. Dept. of Housing and Urban Development (HUD)/Wikimedia Commons (Domínio público)

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