Inserção de DIU de cobre é oferecida em 135 Unidades Básicas de Saúde do DF

Inserção de DIU de cobre é oferecida em 135 Unidades Básicas de Saúde do DF

O Distrito Federal ampliou a oferta do DIU de cobre, que agora pode ser colocado em 135 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Desde 2021, foram mais de 28 mil atendimentos relacionados ao método, que não tem hormônios e protege por até 12 anos. O dispositivo está disponível para mulheres cisgênero e homens trans com útero.

Procura em alta

Dados do Portal InfoSaúde, da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), mostram mais de 22 mil inserções desde 2021, com maior procura na faixa de 20 a 29 anos. Ceilândia, Planaltina e Guará lideram em número de procedimentos. Entre 2021 e 2024, as inserções quase triplicaram, passando de 2.916 para 8.221 por ano.

Parte desse crescimento se deve à Portaria nº 422/2023, que permitiu a enfermeiros capacitados fazer a inserção, antes restrita a médicos. A capacitação segue critérios técnicos do Ministério da Saúde, com apoio da Associação Brasileira de Enfermagem. Para a médica de Família e Comunidade Fabiana Soares, a participação da enfermagem fortalece a atenção primária e contribui para reduzir a mortalidade materna, a gravidez não planejada e os abortos provocados.

Vantagens do método

Por ser de longa duração, altamente eficaz e livre de hormônios, o DIU de cobre é uma alternativa segura para quem tem contraindicação a métodos hormonais, como mulheres com hipertensão, diabetes ou histórico de enxaqueca. É reversível — basta retirar o dispositivo — e dispensa o uso diário, como ocorre com a pílula. A usuária pode conferir a presença do DIU pelo fio que fica no colo do útero e verificar a posição nas consultas de rotina.

A responsável técnica pela Saúde da Mulher da SES-DF, Viviane Tobias, lembra que o planejamento reprodutivo é um direito e que as UBSs também oferecem anticoncepcionais hormonais, preservativos e encaminhamento para laqueadura ou vasectomia. Moradora de Santa Maria, a esteticista Cláudia Lima dos Santos, de 39 anos, colocou o DIU de cobre em fevereiro e conta que se adaptou melhor a ele do que à pílula e ao DIU hormonal.

Como conseguir

O interessado deve procurar a UBS de referência da sua região. O caminho inclui consulta ginecológica ou obstétrica, indicação do método mais adequado, assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e agendamento da inserção. Se a unidade não fizer o procedimento, a equipe encaminha para outra UBS próxima. O DIU pode ser colocado a partir de 30 dias após o parto, caso não tenha sido inserido na maternidade; a única contraindicação absoluta é a gravidez confirmada.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Tiia Monto/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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