Moradores de prédio na 109 Norte reclamam de infestação de escorpiões dentro dos apartamentos

Moradores de um prédio da 109 Norte, na Asa Norte, reclamam da falta de suporte depois de encontrarem escorpiões repetidamente dentro dos apartamentos. Segundo a comunidade, a Vigilância Ambiental em Saúde foi acionada e esteve no local, mas não houve orientação para conter os animais, que continuaram aparecendo.
Pelo menos quatro apartamentos já registraram a presença dos bichos em diferentes pontos das unidades. Em um dos casos, o escorpião apareceu dentro do box do banheiro de Flaviana Kalil, de 43 anos, enquanto o namorado dela tomava banho.
“A maior preocupação é saber se está só no prédio ou na quadra. Esse veio do ralo, mas o do meu vizinho, na mesma prumada, veio do exaustor. Não dá para fechar todas as frestas”, afirma. Mãe de um menino de 6 anos que anda descalço pela casa, ela diz que a situação é desesperadora.
Diante do problema, os moradores decidiram contratar uma consultoria particular para avaliar o prédio e identificar possíveis pontos de entrada dos animais. Também pediram à síndica a realização de uma dedetização.
O aparecimento de escorpiões em áreas da Asa Norte já provocou acidentes. Em 15 de junho, uma estudante foi picada dentro da Escola Parque 303/304 Norte, recebeu os primeiros socorros, foi atendida pelo Samu e levada ao Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Em outro caso, a menina Valentina Nobre Lima, de 11 anos, morreu em 5 de julho, depois de ser picada por um escorpião dentro de casa, no Riacho Fundo I, ao calçar um tênis para ir à escola, em 12 de junho. Ela ficou 23 dias na UTI. Em agosto, uma estudante de arquitetura de 20 anos foi picada em um provador de loja no ParkShopping, no Guará, e precisou ser hospitalizada.
Procurada, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou que a Vigilância Ambiental visitou o prédio, inspecionou as instalações e repassou orientações para reduzir a presença de animais peçonhentos. Uma nova visita está prevista para avaliar se as medidas indicadas foram cumpridas.
Em nota, a pasta afirmou que a Vigilância Ambiental não realiza controle químico de escorpiões. O trabalho consiste em inspeções ambientais, identificação de possíveis fatores de risco e orientação sobre medidas preventivas e melhorias necessárias nos espaços.
Fonte: Metrópoles (metropoles.com/distrito-federal)







