Mulher morta a facadas pelo namorado em Ceilândia era trabalhadora da reciclagem e deixa quatro filhos

A mulher de 41 anos morta com um golpe de faca no pescoço pelo namorado, nesta sexta-feira (9/10), em Ceilândia, trabalhava com reciclagem e deixa quatro filhos. Ela morava na QNR 3.
Segundo apurou o Metrópoles, a vítima e o suspeito não eram casados, estavam juntos havia cerca de cinco meses e passaram a morar na mesma casa nesse período. Antes, ela vivia sozinha.
Um dos filhos da mulher, menor de idade, encontrou o corpo da mãe na tarde desta sexta. O adolescente voltava do trabalho e percebeu que o portão estava trancado. Como ela não respondeu aos chamados, ele pulou o muro, entrou no imóvel e encontrou a vítima morta. Desesperado, correu para a rua e pediu ajuda aos vizinhos, que acionaram a polícia.
O crime ocorreu por volta das 13h. O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas a morte foi constatada assim que a equipe chegou. A mulher apresentava perfurações provocadas por arma branca.
Fuga e prisão
O principal suspeito é Flávio da Mota Santo, de 42 anos. De acordo com a Polícia Militar do DF, os policiais foram acionados por volta das 15h31, após um pedido de socorro informar que uma mulher estava ferida dentro de casa. No local, constataram o crime e iniciaram buscas pelo homem, que havia fugido.
Durante a fuga, ele se jogou de uma passarela na BR-070 ao avistar as viaturas. Foi alcançado e preso em flagrante. Após a queda, foi socorrido pelos bombeiros e levado, sob escolta, ao Hospital Regional de Ceilândia, com fratura no braço. Câmeras de segurança de vizinhos registraram o momento em que ele sai da casa após o crime.
Condenado por outro feminicídio
Flávio já havia sido condenado pelo assassinato de outra companheira, em fevereiro de 2009, no Vale do Amanhecer, em Planaltina. Segundo a decisão judicial, ele matou a mulher porque não aceitava o fim do relacionamento. Foi condenado a 15 anos de prisão, cumpriu 10 e deixou a cadeia em 2023.
Ele foi autuado pela Polícia Civil do DF por feminicídio, porte de arma branca e violência doméstica e permaneceu na carceragem da corporação, à disposição da Justiça, para audiência de custódia.
Fonte: Metrópoles (metropoles.com/distrito-federal)







