Ômega-3 e cérebro: o que as pesquisas dizem sobre memória, humor e ansiedade

O ômega-3 é um ácido graxo essencial presente em alguns alimentos e em suplementos. Nos últimos anos, ele passou a ser amplamente estudado por seus possíveis efeitos sobre a saúde mental, tanto no bem-estar cognitivo e emocional quanto no apoio ao tratamento de alguns transtornos.
Benefícios apontados pela ciência
- Função cerebral: o ômega-3 faz parte das membranas das células do cérebro. Uma ingestão adequada é associada a melhor memória, concentração e desempenho cognitivo.
- Depressão: pesquisas mostram que quem consome mais ômega-3 tende a ter menos depressão. Dietas com peixes gordurosos, como salmão, sardinha e atum, ou com óleo de peixe estão ligadas a menor risco e podem ajudar a aliviar sintomas em quem já tem a doença.
- Ansiedade: estudos clínicos sugerem efeito positivo no alívio da ansiedade. O mecanismo ainda não está totalmente esclarecido, mas acredita-se que o nutriente influencie neurotransmissores ligados ao humor.
- Transtornos psiquiátricos: há indícios de que o ômega-3 possa complementar o tratamento de transtorno bipolar, esquizofrenia e TDAH, ajudando a reduzir sintomas e a melhorar a resposta terapêutica. Mais pesquisas ainda são necessárias.
- Declínio cognitivo: o consumo regular está associado a menor risco de perda cognitiva e de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, por contribuir para a integridade do cérebro e reduzir inflamações.
Como incluir na rotina
Os efeitos positivos do ômega-3 são cada vez mais reconhecidos pela comunidade científica. Ele pode entrar na dieta por meio de alimentos-fonte, como os peixes gordurosos, ou de suplementos.
Antes de iniciar qualquer suplementação, no entanto, a orientação é sempre consultar um profissional de saúde.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: FULVIO_TOGNON/Wikimedia Commons (CC0)







