Operação Rota 060: PCDF prende sete de grupo que furtava Hilux e SW4 no DF e revendia em Goiás

Caminhonetes Hilux e SW4 furtadas no Distrito Federal eram levadas para áreas rurais do interior de Goiás e vendidas por valores muito abaixo do mercado. O esquema é alvo da Operação Rota 060, deflagrada nesta quinta-feira (8/10) pela Polícia Civil do DF (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri). Até agora, a polícia ligou 11 ocorrências a um dos chefes do grupo.
Antes de seguir para Goiás, os veículos passavam por um período de “esfriamento”: ficavam guardados para reduzir o risco de serem localizados antes do transporte. Segundo o delegado Fabio Souza, diretor da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), a investigação identificou pessoas recrutadas só para manter as caminhonetes escondidas. Em algumas situações, ele estima que os carros tenham sido repassados por cerca de R$ 20 mil a um atravessador.
Divisão de tarefas
A polícia mapeou funções distintas dentro da organização: quem abria as caminhonetes e fazia a ignição, quem alugava veículos usados como apoio nos crimes e quem guardava os carros furtados.
De acordo com o delegado, o casal Anderson Rodrigues e Andresa Tayna comandava a quadrilha. Anderson seria o chefe, com conhecimento técnico para abrir e dar partida nas caminhonetes, além de escolher os alvos e negociar com o atravessador em Goiás. Andresa teria usado os próprios dados para alugar os veículos de apoio e cedido contas para receber o dinheiro dos furtos.
Como começou a investigação
O caso ganhou força em agosto, quando uma caminhonete furtada no Parque Sul foi recuperada e três envolvidos foram presos, entre eles o apontado como chefe, que acabou solto em audiência de custódia. A partir dessa prisão, a polícia identificou os demais integrantes.
Na operação desta quinta, a PCDF cumpriu 10 mandados de prisão: sete foram efetivados e três investigados continuam foragidos. Eles são apurados por organização criminosa, adulteração de sinal identificador e furto qualificado pelo uso de chave falsa e pela interestadualidade.
Fonte: Metrópoles (metropoles.com/distrito-federal)







