Pamonha, canjica e quentão: dicas para curtir o arraial sem passar da conta

Bandeirinhas, fogueira, quadrilha e muita comida: milho cozido, pamonha, canjica, curau, bolo de milho, cachorro-quente, caldos, churrasquinho, paçoca, pé de moleque, maçã do amor, quentão e vinho quente fazem parte da tradição junina. Não é preciso abrir mão de nada disso para cuidar da saúde. A chave é o equilíbrio: fazer escolhas conscientes para evitar exageros, estufamento, azia e alterações na glicemia e na pressão arterial.
O problema está mais no preparo
Muitas delícias juninas partem de ingredientes tradicionais, como milho, mandioca, amendoim, batata-doce e coco. O milho cozido com pouco sal e pouca manteiga é uma boa opção, enquanto canjica, curau e bolos podem concentrar açúcar, leite condensado e gordura. O amendoim traz nutrientes, mas paçoca e pé de moleque são ricos em açúcar. O que pesa é a porção, a frequência e a receita.
Pessoas com diabetes, pré-diabetes ou resistência à insulina devem redobrar o cuidado, considerando o que já comeram no dia, evitando provar vários doces seguidos e seguindo o plano orientado pelo profissional de saúde. Quem conta carboidratos ou usa insulina não deve alterar a medicação por conta própria.
Sal e gordura também contam: cachorro-quente, caldos prontos, linguiça, churrasquinho muito salgado, frituras e molhos industrializados elevam sódio e gordura, o que merece atenção de quem tem hipertensão, colesterol alto, doenças cardiovasculares ou problemas renais.
Estratégias práticas
- Dê uma volta antes de comer e escolha o que realmente vale a pena.
- Uma boa combinação: um prato principal (milho cozido, caldo caseiro ou espetinho assado), uma bebida e uma sobremesa em porção menor.
- Divida doces com alguém quando a vontade for só provar.
- Não chegue com muita fome: uma refeição leve antes ajuda a controlar as escolhas.
- Se for beber, intercale com água e não beba de estômago vazio. Quentão e vinho quente somam álcool e açúcar.
O álcool pode desidratar, piorar o refluxo, atrapalhar o sono, aumentar o risco de quedas e interagir com remédios. Quem vai dirigir, usa certos medicamentos, está grávida, tem doença hepática ou histórico de uso problemático de álcool deve evitar.
Crianças e segurança dos alimentos
Para as crianças, vale combinar antes o que vão escolher, oferecer água durante a festa e evitar que doces, refrigerantes, balas e algodão-doce substituam a refeição, sem transformar o momento em castigo. Observe também a higiene das barracas: local limpo, pratos quentes aquecidos, frios refrigerados e utensílios adequados. Evite alimentos com cheiro ou aparência estranhos ou expostos por muito tempo, reduzindo o risco de intoxicação.
O Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda priorizar alimentos in natura ou minimamente processados e usar sal, açúcar e gordura com moderação. A festa é afetiva e cultural e não precisa vir acompanhada de culpa: o cuidado está no exagero, não no prazer de saborear uma comida típica.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Melsj/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)







