Programa Saúde na Escola chega a 632 escolas do DF no biênio 2025/2026

Programa Saúde na Escola chega a 632 escolas do DF no biênio 2025/2026

O Programa Saúde na Escola (PSE), política pública criada pelos Ministérios da Saúde e da Educação, vai ganhar mais alcance no Distrito Federal. No biênio 2025/2026, a iniciativa será levada a 632 escolas, beneficiando mais de 365 mil estudantes, da Educação Infantil ao Ensino Médio, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA). No ciclo 2023-2024, o programa já havia batido recorde de adesão, com cerca de 505 das 780 escolas públicas participando, o equivalente a 65%.

No DF, o PSE é uma estratégia pactuada entre a Secretaria de Saúde (SES-DF) e a Secretaria de Educação (SEEDF) para levar ações de promoção da saúde, prevenção de doenças e bem-estar ao ambiente escolar.

Eixos de atuação

O programa é organizado em 14 eixos temáticos, escolhidos por cada escola conforme suas necessidades. Entre eles estão:

  • saúde ambiental;
  • alimentação saudável e prevenção da obesidade;
  • incentivo à atividade física;
  • cultura de paz e direitos humanos;
  • verificação da situação vacinal;
  • saúde sexual e reprodutiva e prevenção de HIV e ISTs;
  • prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas;
  • saúde bucal, auditiva e ocular.

Planejamento integrado

Cada escola, junto com a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, faz um diagnóstico local para identificar os problemas mais urgentes e as demandas da comunidade escolar. Esse levantamento define os eixos que serão trabalhados no biênio. O Grupo de Trabalho Intersetorial do PSE (GTI-PSE) articula Saúde e Educação, define metas, escolhe as escolas, pactua as UBSs e acompanha os resultados.

Oficinas de planejamento participativo também fazem parte do processo. A mais recente, chamada “Dialogando com Freire, Morin e Henfil”, reuniu representantes das UBSs e das regiões escolares para trocar experiências e montar planos de ação conforme cada realidade regional. As metas incluem temas como vacinação, combate à dengue e alimentação saudável, e a execução depende de professores, gestores escolares e profissionais de saúde.

As ações são registradas, monitoradas e avaliadas para ajustes contínuos. Entre os ganhos esperados estão o acesso mais fácil dos estudantes a serviços de saúde, hábitos mais saudáveis, menos faltas e melhor desempenho escolar, além de uma ligação mais forte entre escola, UBS e família e a possibilidade de direcionar esforços às regiões mais vulneráveis.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Agência de Notícias do Acre/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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