Quatro mulheres com atuação no DF estão na lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro, da Forbes

Quatro mulheres com atuação no DF estão na lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro, da Forbes

Quatro mulheres com atuação no Distrito Federal aparecem na segunda edição da lista As 100 Mulheres Poderosas do Agro, da Forbes Brasil. Entre elas estão pesquisadoras da Universidade de Brasília (UnB), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do CGIAR, consórcio internacional de pesquisa agrícola. A lista foi lançada em outubro, em referência ao Dia Internacional da Mulher Rural, celebrado em 15 de outubro, e reúne produtoras rurais, pesquisadoras, executivas, empreendedoras e lideranças institucionais.

Na 44ª posição está Iêda de Carvalho Mendes, da Embrapa Cerrados, agrônoma pela UnB e PhD em ciência do solo pela Oregon State University. Na Embrapa desde 1989, ela estuda a microbiologia e a qualidade dos solos agrícolas e, desde 2019, lidera os treinamentos de 80 laboratórios comerciais do país sobre a vida do solo, trabalho que deu origem à BioAS (Bioanálise de Solos), tecnologia lançada pela Embrapa em 2020. Neste ano, recebeu o Prêmio Norman Borlaug de Sustentabilidade.

Na 70ª posição está Mercedes Bustamante, professora titular da UnB que pesquisa o Cerrado, o uso da terra e as mudanças ambientais globais. Há mais de 30 anos, a ecóloga estuda os impactos da transformação da vegetação nativa em pastagem e lavoura, incluindo a emissão de gases de efeito estufa. Ela contribuiu com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, e é membro internacional da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

A pesquisadora da Embrapa Agroenergia Simone Palma Favaro ocupa a 90ª posição. Ela trabalha com tecnologias para o aproveitamento de matérias-primas vegetais na produção de biocombustíveis e, desde 2024, coordena a parte científica de um projeto de cinco anos, em parceria com a Acelen Renováveis, para aprimorar o cultivo da macaúba, palmeira nativa do Cerrado, e a extração do óleo. O projeto está ligado à produção de combustível sustentável de aviação: a Acelen planeja investir US$ 3 bilhões e cultivar macaúba em até 144 mil hectares de pastagens degradadas para abastecer uma biorrefinaria na Bahia.

Nascida em Brasília, a bióloga Vânia Cristina Rennó Azevedo, doutora em biologia molecular pela UnB, ocupa a 97ª posição. Ela dirige os Bancos Genéticos Globais do CGIAR desde outubro de 2025, rede de 11 bancos responsáveis pela conservação de cerca de 730 mil amostras de 25 grupos de culturas agrícolas, entre elas arroz, trigo, milho, feijão, mandioca e batata. Antes, trabalhou na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e dirigiu bancos genéticos na Índia e no Peru.

Com informações de Metrópoles.

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