Recém-nascido carbonizado no Recanto das Emas: casal é indiciado e câmera flagra homem ateando fogo ao lixo

Recém-nascido carbonizado no Recanto das Emas: casal é indiciado e câmera flagra homem ateando fogo ao lixo

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciou por infanticídio o casal preso na sexta-feira (25/9) no caso do recém-nascido encontrado carbonizado em um monte de lixo na quadra 400 do Recanto das Emas. Novas imagens de câmeras de segurança e informações da investigação ajudam a reconstituir o que aconteceu naquela madrugada.

Homem ateou fogo ao lixo

Uma gravação obtida pelo Metrópoles mostra um homem sem camisa, de bermuda e boné, chegando ao ponto do lixo por volta das 3h40 — cerca de uma hora depois de a mãe deixar o bebê ali. Ele joga mais alguns objetos no monte, põe fogo e vai embora pelo mesmo caminho. As chamas se espalham rapidamente. Segundo o delegado Zander Vieira Pacheco, da 27ª Delegacia de Polícia, o homem ainda não foi identificado, e não se sabe se ele tinha a intenção de queimar a criança.

O que a investigação apurou

Outras imagens mostram a mãe saindo de casa pouco depois das 2h com uma sacola, que, segundo ela mesma indicou à polícia, continha o recém-nascido. Ela chega a desistir e voltar para casa, mas, de acordo com o depoimento, o companheiro apontou para o monte de lixo e mandou que ela levasse a sacola até lá.

Em depoimento, a mulher repetiu que o bebê nasceu quando ela estava no banheiro, caiu no vaso sanitário e se afogou. Segundo o Metrópoles, agentes da Seção de Investigação de Crimes Violentos (SICVIO) da 27ª DP encontraram lençóis e roupas com sangue no banheiro da casa, e a linha de investigação é de que o bebê morreu dentro do imóvel. As roupas da mulher e o celular do companheiro foram apreendidos.

Gravidez escondida

Parentes ouvidos pelo Metrópoles contaram que a mulher, de 35 anos, escondeu a gestação da família porque teria engravidado enquanto o marido estava preso. O companheiro disse primeiro que nem sabia da gravidez e, depois, que percebeu sangramentos, mas saiu para trabalhar e só voltou às 6h, versão que contradiz as imagens.

O casal foi levado para a Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP) da PCDF, onde aguarda decisão da Justiça. O Instituto de Medicina Legal (IML) vai apontar se a criança nasceu com vida e se estava viva quando o lixo foi incendiado; o laudo pode levar até 30 dias.

Fonte: Metrópoles – leia a matéria original | Foto: Agência Brasília/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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