Rótulo “fit” não garante saúde: como avaliar barrinhas, granolas e iogurtes

Rótulo “fit” não garante saúde: como avaliar barrinhas, granolas e iogurtes

Quem tenta comer melhor muitas vezes troca biscoitos e doces por produtos com aparência saudável: barrinhas de cereal, granolas, iogurtes com sabor, bebidas proteicas e snacks integrais. Só que a embalagem nem sempre revela tudo. Alguns desses itens trazem açúcar, gordura ou sódio em excesso e uma longa lista de ingredientes pouco conhecidos. Mais do que confiar em palavras como “natural”, “leve”, “zero” ou “fit”, o importante é saber ler o rótulo.

Barrinha, granola e iogurte

O termo “fit” é usado por muitas marcas para associar o produto a emagrecimento e academia, mas não assegura qualidade nutricional. Certas barrinhas têm cobertura sabor chocolate, xarope de glicose, açúcar, gordura vegetal e poucas fibras — ficam mais perto de um doce do que de um lanche. Na hora da compra, vale procurar mais fibras e proteínas e menos açúcar adicionado. Se açúcar, xarope, maltodextrina ou gordura estiverem entre os primeiros ingredientes, é sinal de alerta, pois a ordem da lista indica o que está presente em maior quantidade.

A granola pode virar uma sobremesa disfarçada quando leva muito açúcar, mel em excesso, chocolate, flocos adoçados e óleos. As melhores versões costumam ter aveia, castanhas, sementes e frutas secas em equilíbrio, e mesmo assim a porção conta, porque o produto é bastante calórico.

O iogurte natural fornece proteína e cálcio, mas as versões saborizadas, com caldas, corantes e pedaços doces, podem conter muito açúcar. Uma alternativa é escolher o natural ou sem açúcar e acrescentar fruta picada, canela ou aveia.

O que observar no rótulo

A Anvisa determina que os alimentos informem lista de ingredientes, validade e tabela nutricional. A nova rotulagem também sinaliza na parte da frente da embalagem quando há alto teor de açúcar adicionado, gordura saturada ou sódio. Três pontos merecem atenção:

  • a lista de ingredientes;
  • a quantidade de açúcar;
  • o tamanho da porção — às vezes a tabela considera uma quantidade menor do que a consumida de fato.

Comida de verdade como base

O Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, recomenda que frutas, verduras, legumes, arroz, feijão, ovos, leite, carnes, castanhas e raízes sejam a base da alimentação. Isso não obriga a eliminar os industrializados, mas pede escolhas conscientes. Para lanches rápidos, funcionam bem fruta com aveia, iogurte natural, pequenas porções de castanhas, sanduíche caseiro, ovo cozido ou vitamina sem açúcar.

Quem treina deve levar em conta horário, objetivo e intensidade da atividade. Pessoas com diabetes, hipertensão, restrições alimentares ou metas específicas de emagrecimento e ganho de massa devem procurar um nutricionista. Expressões como “integral”, “proteico” ou “zero açúcar” podem ajudar, mas não substituem a leitura do rótulo — e, muitas vezes, a opção mais saudável é a mais simples.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Missvain/Wikimedia Commons (CC0)

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