Soja no cardápio feminino: isoflavonas ajudam da menopausa à saúde do coração

Soja no cardápio feminino: isoflavonas ajudam da menopausa à saúde do coração

Com alto valor nutricional, a soja vem ganhando espaço na alimentação das mulheres por oferecer benefícios em várias etapas da vida. O grão fornece proteínas, fibras, vitaminas e minerais, além de isoflavonas, compostos bioativos ligados ao equilíbrio hormonal e à prevenção de doenças.

Menopausa, ossos e coração

As isoflavonas são fitoestrógenos, ou seja, têm estrutura parecida com a do estrogênio produzido pelo corpo. Por isso, podem amenizar sintomas típicos da menopausa, como ondas de calor, irritabilidade e insônia, e são vistas como uma alternativa natural para mulheres que procuram opções aos tratamentos hormonais convencionais.

Pesquisas também indicam que o consumo regular de soja pode reduzir o risco de osteoporose após a menopausa, fase em que a queda do estrogênio prejudica a densidade dos ossos. As isoflavonas ajudam a preservar a massa óssea, somando-se a uma dieta com cálcio e vitamina D.

No sistema cardiovascular, as gorduras insaturadas e os fitoquímicos da soja contribuem para baixar o LDL, o colesterol “ruim”, e elevar o HDL, o “bom”. O efeito é especialmente relevante na menopausa, quando as mudanças hormonais elevam o risco de problemas cardíacos.

Peso, intestino e prevenção

Por reunir proteína vegetal e fibras, o alimento aumenta a saciedade e ajuda a regular o apetite, o que favorece o controle do peso. As fibras ainda melhoram o funcionamento do intestino, previnem a prisão de ventre e contribuem para o equilíbrio da microbiota. Estudos sugerem que o consumo moderado pode reduzir o risco de cânceres hormonais, como os de mama e de endométrio. Para mulheres com histórico de câncer, porém, a recomendação deve ser individualizada, já que os efeitos variam conforme fatores genéticos e de saúde.

Como incluir

  • Grãos cozidos em saladas e sopas;
  • Tofu grelhado, assado ou em receitas doces e salgadas;
  • Leite de soja, alternativa para quem tem intolerância à lactose;
  • Farinha de soja para enriquecer pães, bolos e tortas;
  • Edamame, os grãos jovens, como petisco ou acompanhamento.

O excesso deve ser evitado, principalmente por mulheres com disfunções hormonais específicas. O ideal é consumir a soja dentro de uma alimentação equilibrada e com orientação de um profissional de saúde ou nutricionista, de acordo com as necessidades de cada uma.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: jark/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

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