TJDFT adia julgamento de recurso contra psicólogo acusado de matar 17 gatos

TJDFT adia julgamento de recurso contra psicólogo acusado de matar 17 gatos

O Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) adiou o julgamento do recurso do Ministério Público contra o psicólogo de 30 anos condenado por maus-tratos após a morte de 17 gatos. A sessão estava marcada para quinta-feira (15/10) e foi adiada a pedido da defesa, sem nova data.

O MPDFT quer que o psicólogo responda pela morte de cada um dos 17 animais, o que elevaria a pena de 9 para mais de 46 anos de prisão. Em 13 de abril de 2026, na primeira instância, ele foi condenado a 9 anos de reclusão e proibido de ter a guarda de novos animais.

O advogado de defesa, Diego Marques, alegou uma irregularidade processual que comprometeria o contraditório e a ampla defesa, e a defesa mantém a tese de inocência. Já Juliana Campos, do grupo Justiça pelos Tigrados, considera justo o aumento da pena e critica o fato de o condenado estar solto.

O caso foi revelado em março de 2025. Entre setembro de 2024 e março de 2025, o psicólogo adotou pelo menos 20 gatos cinzas de pelagem rajada e, após cada adoção, pedia outro animal, alegando que o anterior havia sumido. A investigação concluiu que ele matou quase todos. Ele foi preso pela PCDF em 25 de março de 2025, e a prisão preventiva foi revogada em 30 de outubro de 2025. O registro profissional dele está cancelado, e um laudo do IML descartou insanidade, apesar de transtornos de saúde mental.

Com informações de Metrópoles.

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