Vacinação nas escolas públicas do DF mira 365,5 mil alunos em ação do Saúde na Escola

Estudantes da rede pública do Distrito Federal participam, entre 14 e 25 de abril, de uma mobilização nacional para atualizar a caderneta de vacinação, organizada pelos ministérios da Saúde e da Educação. A ação faz parte do Programa Saúde na Escola (PSE) e busca ampliar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes, faixa etária em que a adesão às vacinas costuma ser mais baixa.
No DF, a iniciativa abrange 365,5 mil alunos de 632 escolas públicas. No Brasil, são mais de 27 milhões de estudantes em 109,8 mil instituições, o equivalente a 80% da rede pública, a maior adesão ao programa desde que ele foi criado, em 2007.
Vacinas e funcionamento
Conforme a idade, os alunos podem receber:
- tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
- febre amarela;
- DTP (tríplice bacteriana);
- meningocócica ACWY;
- HPV.
As equipes do SUS aplicam as doses nas próprias escolas ou levam os estudantes às Unidades Básicas de Saúde, sempre com autorização prévia dos pais ou responsáveis. As cadernetas também são conferidas, e as famílias recebem orientação sobre doses em atraso. O Ministério da Saúde reservou R$ 150 milhões para a estratégia em todo o país, dos quais R$ 1,1 milhão foi repassado ao DF, com base em critérios como número de escolas, complexidade logística e vulnerabilidade social.
Caderneta digital
Uma das novidades é a Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital. Pela ferramenta, os responsáveis consultam o histórico de vacinas dos filhos, recebem avisos sobre reforços e próximas doses e têm acesso a informações sobre crescimento, desenvolvimento, alimentação, saúde bucal e prevenção de acidentes. Para usar, o responsável e a criança precisam ter conta no Gov.br.
Escola como aliada da saúde
A partir deste ano, as doses aplicadas nas escolas ganham classificação própria no sistema do SUS, chamada “Vacinação Escolar”, o que permite medir melhor os resultados da estratégia. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a escola é fundamental para proteger crianças e adolescentes, principalmente os de 9 a 14 anos, que vão menos às unidades de saúde.
Entre 2022 e 2024, o PSE também ampliou ações em saúde mental (+77%), atividade física (+73%), saúde bucal (+67%) e verificação da situação vacinal (+35%). Mais da metade das escolas participantes tem maioria de alunos do Bolsa Família, e milhares ficam em comunidades indígenas e quilombolas.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Prefeitura de Olinda/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)







