Volta do culto à magreza na moda e nas redes sociais acende alerta para a saúde física e mental

Cresce a preocupação com o retorno do culto à magreza na indústria da moda e nas redes sociais. A volta de tendências dos anos 90, como a cintura baixa, veio acompanhada da valorização de corpos extremamente magros, reforçada pela mídia, por celebridades e pelo mercado fashion. O fenômeno tem efeitos sobre a forma como as pessoas enxergam o próprio corpo e sobre a saúde pública.
Retrocesso e remédios para emagrecer
Mesmo com as conquistas do movimento body positive, a persistência desses ideais levanta dúvidas sobre possíveis retrocessos. Outro ponto de atenção é o uso problemático de medicamentos para perder peso, como o Ozempic, e seus reflexos na saúde física e mental.
O papel das redes e das marcas
As plataformas digitais costumam amplificar imagens e padrões de beleza inalcançáveis, aumentando a pressão para que os usuários se encaixem neles. Algoritmos e filtros de foto podem distorcer ainda mais a percepção do corpo e incentivar comportamentos prejudiciais, como dietas extremas e compulsão alimentar. Marcas de moda e celebridades também contribuem para manter esses padrões e poderiam usar sua influência de forma mais responsável, valorizando a diversidade e a inclusão.
Entre os impactos psicológicos dessas expectativas estão a baixa autoestima, os transtornos alimentares e a ansiedade.
Saúde além da aparência
A saída passa por uma visão mais ampla de saúde, que considere saúde mental, autoaceitação e hábitos saudáveis, e não apenas a aparência. Isso inclui informar e preparar as pessoas para escolhas conscientes, em vez da busca por padrões irreais impostos pela sociedade e pela mídia. Vozes que defendem a aceitação de todos os tipos de corpo, especialmente nas redes sociais, ganham importância nesse debate sobre inclusão, diversidade e bem-estar.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: James C Santiago/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)







