Alimentação na amamentação: o que incluir, o que evitar e cuidados na hora de amamentar

Alimentação na amamentação: o que incluir, o que evitar e cuidados na hora de amamentar

Depois do parto, a atenção com a alimentação continua. A mãe que amamenta gasta muitas calorias e tem necessidades nutricionais maiores. Em termos de qualidade, a dieta deve ser semelhante à da gestação, equilibrada em proteínas, carboidratos e gorduras. Dietas para emagrecer não são indicadas nesse período; o recomendado é apenas evitar excessos.

Cuidados na hora de amamentar

  • Lavar as mãos com água corrente e sabão e escolher um local tranquilo;
  • Higienizar o seio com algodão umedecido em água fervida;
  • Encontrar a posição mais confortável para mãe e bebê, seja deitada, sentada ou em pé;
  • Verificar se o bico e a aréola estão dentro da boca do bebê e segurar o seio com os dedos indicador e médio, facilitando a saída do leite e a respiração da criança;
  • Oferecer os dois seios alternadamente, cerca de 15 minutos cada, começando a mamada seguinte pelo último oferecido;
  • Para retirar o bebê, não puxar: colocar delicadamente o dedo mínimo entre o mamilo e a boca.

O que incluir no cardápio

Algumas sugestões são consumir ao menos duas frutas por dia, legumes e verduras no almoço e no jantar, peixe bem cozido em uma das refeições principais e pequenas porções de carboidratos nos lanches, como 30 g de cereais, um pão integral sem glúten ou duas torradas de arroz integral. A hidratação é essencial para a produção de leite: a ingestão total gira em torno de 3 a 4 litros por dia, contando a água de frutas, sopas e sucos, com cerca de 2 litros vindos de água ou chás.

O que evitar

  • Cafeína (café, chá preto, mate e refrigerantes com cafeína), pois passa para o leite e pode causar insônia no bebê; admite-se uma xícara de café por dia após a mamada, até as 17h, se a próxima mamada for em mais de três horas;
  • Leite de vaca e preparações com ele, que podem provocar cólicas em alguns bebês;
  • Excesso de alimentos que causam gases, como feijão, ervilha, nabo, brócolis e couve-flor, além de carboidratos refinados;
  • Bebidas alcoólicas, já que o álcool passa para o leite e pode prejudicar fígado e rins do bebê;
  • Adoçantes artificiais e produtos diet ou light, por falta de estudos que comprovem a segurança para o bebê;
  • Chocolate em grande quantidade: o limite sugerido é um quadradinho de chocolate meio amargo por dia, após o almoço.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Vyacheslav Argenberg/Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

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