Alunas de crochê e tricô doam 80 turbantes a pacientes oncológicas do Hospital de Base

Alunas de crochê e tricô doam 80 turbantes a pacientes oncológicas do Hospital de Base

Em alusão ao Outubro Rosa, alunas de crochê e tricô confeccionaram 160 turbantes, dos quais 80 foram doados à Rede Feminina de Combate ao Câncer do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). As peças serão destinadas a pacientes que enfrentam a perda de cabelo durante o tratamento, para oferecer conforto e contribuir com a autoestima.

A mobilização reuniu alunas da professora Anthonianne Levenhagen, que organizaram um mutirão para produzir os acessórios. Os fios foram doados por um empresário do ramo de armarinhos de Brasília. Uma das organizadoras, Graça Miranda de Araújo Alencar, disse que a ideia surgiu do desejo de acolher mulheres que atravessam um período delicado. “Cada fio tecido nesses turbantes foi cheio de amor, gratidão e carinho. Queremos que essas mulheres se sintam acolhidas nessa fase da vida”, afirmou.

Graça contou que a experiência familiar com o câncer de mama também a motivou, depois de acompanhar o tratamento da sogra. Ela destacou que há várias formas de ajudar: “Nós contribuímos com nosso trabalho manual, mas também é possível doar tempo e atuar como voluntária”.

Depois da entrega, as artesãs visitaram o Hospital de Base, incluindo a Casa Rosa e os locais de confecção de itens oferecidos às pacientes. Há três décadas, a Rede Feminina atua no hospital oferecendo apoio emocional e materiais como lenços, toucas, perucas e próteses mamárias, além de orientação e espaços de escuta.

Cristiane Guimarães, da equipe de acolhimento, afirmou que a escolha de um acessório pode ser um momento de alegria para mulheres que enfrentam mudanças na aparência: “Às vezes, a paciente chega chorando e sai sorrindo depois de escolher uma touca”.

Com informações de Agência Brasília.

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