Música e gestos de carinho levam acolhimento a pacientes oncológicos do Hospital de Base

Música e gestos de carinho levam acolhimento a pacientes oncológicos do Hospital de Base

Ao som de “Anunciação”, de Alceu Valença, música, carinho e acolhimento mudaram a rotina de pacientes e acompanhantes do décimo andar do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A iniciativa, promovida por profissionais do Serviço de Assistência Oncológica dentro da programação do Outubro Rosa, levou presentes e momentos de descontração a quem enfrenta o tratamento contra o câncer e reforçou a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

A ação reuniu profissionais de enfermagem, medicina, psicologia, serviço social, farmácia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia e nutrição. Almofadas e outras lembranças, obtidas por doações e pela mobilização da equipe, foram entregues durante a atividade.

Segundo Kelly Marques, chefe do Serviço de Assistência Oncológica do décimo andar, a proposta foi também levar conscientização às mulheres que já enfrentam a doença e aos familiares que as acompanham. “É importante continuar disseminando informações sobre a prevenção. Mas também queremos proporcionar um momento de descontração, em que o paciente consiga se desligar um pouco do sofrimento, do diagnóstico e se divertir”, explicou.

Entre os presentes estava Oselina Ramos de Souza, que se emocionou ao receber a lembrança. Ela cuida da irmã, Maria Ramos de Queiroz, que veio da Bahia para o tratamento. “Eu me emocionei porque lembrei de muitas coisas boas. Amei de coração esse presente, tanto o meu quanto o da minha irmã”, contou.

O oncologista Sandro Martins, com 26 anos de experiência, explicou que identificar a doença antes dos sintomas amplia as possibilidades de tratamento e pode reduzir a necessidade de intervenções mais agressivas. Ele lembrou que, segundo o Panorama do Câncer de Mama, a cobertura da mamografia no país dificilmente passa de 40% da população-alvo.

No Sistema Único de Saúde (SUS), o rastreamento é recomendado para mulheres de 50 a 74 anos, e casos de maior risco podem exigir avaliação individualizada e acompanhamento mais cedo. “Não basta compartilhar publicações sobre o Outubro Rosa. É importante procurar a unidade básica de saúde, conversar com o médico e manter os exames em dia”, orientou o médico.

Com informações de Agência Brasília.

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