Autódromo de Brasília recebe licença da FIA para sediar corridas internacionais

O Autódromo Internacional de Brasília Nelson Piquet está autorizado a receber corridas internacionais. Na última quarta-feira (23/9), a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) concedeu ao circuito brasiliense a licença FIA Grau 4.
A autorização saiu depois de uma vistoria feita em 16 de setembro na pista, que tem 5,38 km de extensão, e vale de 24 de setembro a 31 de dezembro deste ano.
“O circuito atendia às condições e aos padrões mínimos de segurança exigidos pela FIA para a realização de corridas internacionais de automobilismo”, declarou o presidente da entidade, Mohammed Ben Sulayem.
O que a licença permite
A homologação vale apenas para as categorias de carros abrangidas pelo Grau 4. No automobilismo, um circuito permanente Grau 4 é uma pista com asfalto e infraestrutura fixa — diferente dos circuitos de rua, que são temporários — aprovada pela FIA nesse nível.
Ter a licença é pré-requisito para que o autódromo possa pedir a realização de provas das categorias cobertas por ela. Uma das competições que o circuito já pode receber é a Stock Car Pro Series, que acontece em Brasília neste fim de semana.
Regras para manter a homologação
O traçado e as instalações vistoriados pela FIA precisam constar em uma planta datada, sob responsabilidade da federação e da administração do autódromo, que deve apresentá-la sempre que solicitada por diretores de prova, de corrida ou comissários de eventos internacionais.
Qualquer mudança no traçado ou em itens de segurança sem acordo prévio e confirmação por escrito da FIA pode levar à anulação retroativa da licença, a partir da data da alteração.
O documento admite reparos ou ajustes emergenciais pouco antes ou durante uma competição internacional, desde que necessários para corrigir danos causados por fatores fora do controle da administração ou problemas identificados no evento. Nesses casos, os diretores de prova e de corrida devem avaliar se o padrão mínimo de segurança foi mantido, e as mudanças precisam ser documentadas e comunicadas à FIA por meio da Autoridade Desportiva Nacional (ASN).
Ainda segundo o texto, a FIA e a ASN não podem ser responsabilizadas por incidentes ou acidentes ocorridos em eventos realizados após a emissão da licença, que seguiu os padrões de segurança mais recentes para o traçado, as instalações e a organização do circuito.
Fonte: Metrópoles – leia a matéria original | Foto: Arne Müseler/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0 de)







