Dieta feita pelo ChatGPT? Entenda por que a IA não substitui o nutricionista

Pedir ao ChatGPT que monte um plano alimentar pode parecer prático, mas o resultado corre o risco de não funcionar e até de prejudicar a saúde. Para entender o motivo, vale saber como a ferramenta funciona.
Como a IA gera respostas
Lançado em novembro de 2022 pela OpenAI, o ChatGPT é um chatbot de inteligência artificial baseado em uma rede neural de aprendizado profundo do tipo Transformer. Treinado com enormes volumes de texto, ele aprende a prever qual palavra deve vir em seguida em uma sequência, técnica conhecida como modelagem de linguagem.
O que o chatbot não consegue avaliar
Por funcionar dessa forma, a ferramenta não tem hoje como interpretar as necessidades reais de cada pessoa. Ficam de fora, por exemplo:
- os resultados de exames laboratoriais;
- possíveis intolerâncias alimentares;
- o gasto calórico individual, calculado durante a consulta;
- a capacidade de digestão e de absorção de nutrientes, que influencia diretamente os resultados.
Os cardápios gerados pela IA também podem deixar de fora nutrientes importantes.
Hábitos contam tanto quanto o cardápio
Outro ponto é que, antes de qualquer prescrição, é preciso trabalhar hábitos e crenças que fazem parte da rotina de cada pessoa. Sem esse ajuste, a adesão à dieta tende a ser baixa, e o plano acaba abandonado. Esse tipo de percepção está fora do alcance do chatbot.
O ChatGPT pode ser um ótimo recurso para pesquisas, mas é preciso separar as coisas para não colocar a saúde em risco. A orientação é recorrer a um profissional de nutrição, que tem formação para isso e é capaz de compreender as dificuldades de cada paciente e indicar o melhor caminho.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Shixart1985/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)







