Dieta mediterrânea reduziu em 60% o risco de sintomas depressivos em mulheres idosas

Dieta mediterrânea reduziu em 60% o risco de sintomas depressivos em mulheres idosas

Uma pesquisa publicada no British Journal of Nutrition reforça a ligação entre alimentação e saúde mental. O trabalho indica que seguir de perto a dieta mediterrânea pode proteger mulheres idosas contra sintomas depressivos.

Como foi o estudo

Os pesquisadores analisaram dados do Estudo NutBrain, que acompanhou 325 homens e 473 mulheres com idades entre 65 e 97 anos. Entre as participantes que aderiram com rigor ao padrão alimentar mediterrâneo, o risco de apresentar sintomas depressivos foi 60% menor.

O papel do peixe e das gorduras boas

O consumo de peixe e de ácidos graxos monoinsaturados, presentes no azeite de oliva, no óleo de canola, no abacate e nas oleaginosas, apareceu associado a menor ocorrência de depressão nas mulheres. Os números chamam atenção:

  • cada grama a mais de peixe consumido por dia correspondeu a uma queda de 2% no risco;
  • três ou mais porções diárias de peixe fresco reduziram o risco em 62%.

Entre os homens, o fator de destaque foi outro: o consumo de nozes e frutas esteve associado a uma redução de 82% no risco de sintomas depressivos.

Além do coração

A dieta mediterrânea já é conhecida pelos benefícios à saúde cardiovascular e cognitiva. Os novos resultados sugerem que ela também pode ter papel importante no bem-estar emocional, sobretudo entre as mulheres, e reforçam o valor de uma alimentação equilibrada e rica em alimentos nutritivos como parte das estratégias de prevenção em saúde mental.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Syced/Wikimedia Commons (CC0)

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