Grass promete tarifa zero gradual, mais linhas e integração do transporte do DF com o Entorno

O candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) fez campanha na manhã desta quinta-feira (8/10) no terminal do BRT de Santa Maria e apresentou propostas para o transporte público. Se eleito, ele pretende adotar a tarifa zero até o fim do mandato, ampliar linhas e horários, reformar terminais, reforçar a segurança das mulheres e baixar o valor das passagens para o Entorno.
Grass criticou a situação atual do BRT Sul, que segundo ele não atende bem a população por causa do número reduzido de ônibus e da superlotação. “Nós vamos ampliar as linhas e os horários. Vamos ampliar a conexão do Entorno com o DF, com o trilho de superfície”, afirmou.
O petista lembrou que o projeto do trem de superfície, que ligaria o DF a Luziânia e a Valparaíso de Goiás, está previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. Ele também defende um bilhete único para integrar o transporte do Entorno ao da capital, em parceria com o governo de Goiás.
Tarifa zero por etapas
De acordo com o candidato, a gratuidade começaria de forma gradual, por determinadas linhas, como o BRT Sul, e por perfil de usuário, como inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e estudantes, até chegar a todo o sistema ao final de um eventual governo do PT. Ele afirma que o modelo é viável, que há orçamento para isso e que ele já funciona em 143 cidades do país. “O transporte tem que ser um direito da população. Ele não pode pesar sobre o bolso do trabalhador mais pobre”, disse.
Segurança das mulheres e estações
Sobre os casos recentes de violência contra a mulher no transporte, Grass prometeu combater o assédio e cobrou mais acompanhamento e fiscalização, citando homens que entram em vagões exclusivos. Ele também prometeu reformar as estações para que sejam mais confortáveis e acessíveis.
Resposta sobre o Fundo Constitucional
Durante a agenda, o candidato rebateu declarações recentes da governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) sobre o Fundo Constitucional do DF. Para ele, a proposta de reduzir o fundo partiu de um deputado do partido de Celina, e foi barrada pela bancada do DF, formada por Erika Kokay (PT), Leila (PDT) e Veras (PV). “Essa fake news de que o governo Lula é contra o fundo é um absurdo”, disse.
Grass afirmou ainda que o fundo foi entregue com R$ 16 bilhões no governo Bolsonaro, subiu para R$ 28 bilhões na gestão Lula e deve chegar a R$ 30 bilhões em 2027.
Fonte: Metrópoles (metropoles.com/distrito-federal)







