Justiça Federal libera documentos sigilosos sobre a morte de Tancredo Neves

Justiça Federal libera documentos sigilosos sobre a morte de Tancredo Neves

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) autorizou, por unanimidade, que os filhos de Tancredo Neves tenham acesso a documentos sigilosos sobre o atendimento médico do ex-presidente, que morreu em abril de 1985, antes de assumir o cargo. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (26), pela 13ª Turma da Corte.

Com o julgamento, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do DF (CRM-DF) deverão fornecer os documentos, incluindo registros e procedimentos do atendimento a Tancredo durante a internação no Hospital de Base, em Brasília.

A ação foi apresentada por Tancredo Augusto, filho do ex-presidente e advogado. A família quer conhecer com mais detalhes as circunstâncias médicas que antecederam a morte.

Em nota, a advogada da família, Juliana Porcaro, afirmou que a decisão é uma conquista para o direito à informação e para a preservação da memória histórica do país. Segundo ela, o objetivo não é antecipar conclusões nem fazer acusações, mas permitir que os documentos sejam examinados: “Não sabemos ainda quais informações esses documentos revelarão”.

Tancredo Neves foi eleito presidente da República indiretamente em janeiro de 1985, na transição da ditadura militar para a democracia. Adoeceu às vésperas da posse e morreu em 21 de abril daquele ano, sem assumir a Presidência. A causa oficial da morte foi infecção generalizada, e as circunstâncias do atendimento médico seguiram sendo questionadas ao longo das décadas.

Com informações de Metrópoles.

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