Operação Azzardo: PCDF mira bets ilegais, fintech e empresas de fachada em Sobradinho

A Polícia Civil do DF deflagrou, nesta quinta-feira (5/11), a Operação Azzardo, contra um esquema de apostas ilegais e lavagem de dinheiro. O Juízo das Garantias de Sobradinho determinou o bloqueio de até R$ 3,483 bilhões dos investigados e a suspensão do registro de 100 empresas.
Segundo a Polícia Civil, uma fintech e empresas do mesmo grupo movimentaram cerca de R$ 1 bilhão ligados ao esquema, e a maior parte dos clientes da instituição eram casas de apostas.
Licenças estaduais usadas fora do estado
De acordo com a delegada da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Ágata Natasha Santos, algumas bets tinham licença estadual, mas recebiam dinheiro de apostadores de fora do estado em que atuavam, o que a lei proíbe. Entre as empresas investigadas, havia desde firmas sem site ou estrutura de apostas até plataformas que usavam autorizações de governos estaduais de forma irregular. Os nomes não foram revelados nesta primeira etapa.
Ao todo, 30 empresas atuavam no ramo de apostas, e muitas existiam apenas no papel.
Laranjas recrutados por R$ 200
Os policiais constataram o aliciamento de pessoas de baixa renda para figurar como sócias e abrir contas e CNPJs. Segundo a delegada, uma pessoa contou que recebeu R$ 200 para fornecer os dados. O recrutamento ocorria principalmente em Sobradinho, onde ficava a maioria das empresas de fachada.
Uma dessas empresas movimentou mais de R$ 30 milhões em uma única semana. Para o delegado-chefe da Draco, o número de investigados cresceu muito com o cruzamento de dados enviados pelo Ministério da Fazenda, e em dois casos havia 10 CNPJs no mesmo endereço.
Os pagamentos dos apostadores, feitos por Pix, eram direcionados a diversas contas na instituição investigada e depois repassados a empresas e plataformas de apostas sem autorização.
Fonte: Metrópoles (metropoles.com/distrito-federal)







