Pepa diz que votaria diferente na compra do Master pelo BRB se soubesse da situação do banco

O deputado distrital Pepa (PP), reeleito com quase 30 mil votos, afirmou que teria agido de forma diferente na votação da Câmara Legislativa do DF sobre o Banco de Brasília (BRB) se conhecesse, na época, a real situação do Banco Master.
Em entrevista ao Metrópoles, o parlamentar disse que os deputados receberam informações de que a operação seria a “melhor alternativa para o crescimento da instituição financeira” e sustentou que não havia estudos que mostrassem o cenário revelado depois. “Faria diferente tendo os fatos e sabendo qual era a situação do Banco Master. Porque ninguém tinha estudo. O que veio depois, veio pela imprensa”, declarou, ao comentar a aprovação da operação pela CLDF, em 19 de agosto de 2025.
Segundo Pepa, a decisão foi influenciada pelas explicações do então presidente do BRB, que defendeu a compra como uma oportunidade de expansão do banco. O deputado disse também que consultou profissionais do setor: “Eu perguntei a cinco gerentes do BRB, e todos diziam que essa seria a melhor opção para o banco se tornar nacional.”
Ele reconheceu a responsabilidade dos parlamentares, mas argumentou que a votação foi feita com base nas informações disponíveis e que a responsabilidade deve recair sobre quem contribuiu para o resultado da operação. “Muitas vezes, a pessoa que mostrou uma realidade que não era aquela, onde ela está hoje? De fato, vendeu uma narrativa errada”, afirmou, em referência ao ex-presidente do banco, que está preso.
Na entrevista, Pepa atribuiu parte do resultado eleitoral à presença nas comunidades. “A rede social, não aliada ao trabalho, se torna vazia. Planaltina e Arapoanga dobraram meus votos”, disse. Ele apontou a mobilidade urbana como o principal gargalo da região e defendeu avanços no projeto do BRT Norte. Sobre continuar na liderança de um eventual governo Celina Leão, afirmou que “está nas mãos de Deus e da governadora”.
Com informações de Metrópoles.







