Relatório da FAO confirma Brasil fora do Mapa da Fome e insegurança alimentar severa no menor nível

Relatório da FAO confirma Brasil fora do Mapa da Fome e insegurança alimentar severa no menor nível

O Brasil continua fora do Mapa da Fome, de acordo com a edição 2026 do relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (SOFI), publicado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Segundo o levantamento, a prevalência de subnutrição no país segue abaixo de 2,5% da população — o critério usado internacionalmente para definir quem integra o mapa.

O documento traz outra notícia positiva: a insegurança alimentar severa chegou ao patamar mais baixo desde o início da série histórica da FAO para o Brasil.

O que o indicador mede

Estar fora do Mapa da Fome não quer dizer que a fome acabou. O indicador da ONU calcula a parcela da população que não consegue ingerir diariamente as calorias mínimas para uma vida saudável. Quando esse índice fica abaixo de 2,5% por três anos seguidos, o país deixa o mapa — mas ainda há brasileiros com dificuldade para garantir comida todos os dias.

Insegurança alimentar severa em 0,6%

Conforme o relatório, 0,6% da população vive hoje em insegurança alimentar severa, o menor percentual já registrado pela FAO para o país. O estudo estima que 16,7 milhões de brasileiros saíram dessa condição nos últimos anos, o que significa menos pessoas convivendo diariamente com a falta de alimentos para suprir necessidades básicas.

Comer bem ainda é um desafio

Apesar dos avanços, cerca de 21,1% da população não tem renda suficiente para manter uma alimentação considerada saudável. Frutas, verduras, legumes e proteínas continuam pesando no orçamento de muitas famílias, e especialistas alertam que o enfrentamento da fome precisa vir acompanhado de políticas que ampliem o acesso a alimentos nutritivos.

Segurança alimentar vai além de ter o que comer: envolve alimentos seguros, nutritivos, variados e em quantidade suficiente. Políticas de geração de renda, apoio à agricultura familiar, alimentação escolar e assistência social são apontadas como essenciais para sustentar os resultados.

Para a FAO, a permanência fora do mapa é uma conquista relevante, mas mantê-la depende da continuidade das ações de combate à pobreza e de incentivo à alimentação saudável. Especialistas defendem ainda investimentos em emprego, aumento da renda das famílias e mais acesso a alimentos de qualidade para consolidar os avanços.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Melsj/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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