Terceirizados do TSE denunciam falta de pagamento em meio às eleições

Funcionários terceirizados que trabalham na área de comunicação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, denunciam atraso nos salários em pleno período eleitoral. A empresa responsável pelo contrato é a Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac). Segundo um funcionário, que pediu anonimato, o pagamento está em atraso desde 7 de outubro, e este é o quinto atraso de 2026 e o terceiro seguido. Ele também relata falhas nos depósitos do FGTS e no vale-alimentação e diz que os representantes de recursos humanos da empresa “desapareceram”.
Os trabalhadores temem pela transição para uma nova prestadora, sem informações claras sobre férias, multas rescisórias e outros valores do fim dos contratos. “Estamos completamente sem informações sobre nossos direitos e sobre como será conduzida essa mudança”, afirmou o funcionário. No primeiro turno, cerca de 100 profissionais fizeram mais de 14 horas ininterruptas de transmissão, com mais de 1,8 milhão de visualizações no YouTube, TikTok e Kwai, e muitos acumularam de 40 a 50 horas no banco de horas.
Em nota, o TSE informou que adota medidas para viabilizar o pagamento “com a maior brevidade possível” e que uma contratação emergencial para a comunicação está em fase final, com assinatura prevista para os próximos dias. A nova prestadora ficaria responsável pela gestão dos postos e pelas obrigações trabalhistas. Nenhuma data de pagamento foi divulgada. A Fundac e os sindicatos dos Jornalistas e dos Radialistas não responderam até a publicação da reportagem.
Com informações de Metrópoles.







