Teste molecular de DNA-HPV chega às UBSs do DF e deve beneficiar mais de 167 mil mulheres

O Distrito Federal começou a usar nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) o teste molecular de DNA-HPV, considerado padrão-ouro internacional para detectar cedo a infecção pelo papilomavírus humano, principal causa do câncer de colo do útero. O lançamento oficial ocorreu em 15 de agosto de 2025, na UBS 7 de Samambaia, primeira unidade a oferecer a tecnologia. Com a ampliação do programa, mais de 167 mil mulheres devem ser beneficiadas na capital.
Programa e objetivos
A medida faz parte do programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). A proposta é reduzir as filas de consultas, exames e cirurgias no SUS, principalmente em áreas sensíveis como a oncologia, e evitar que pacientes cheguem à emergência com a doença já avançada.
Como é o exame
Fabricado pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, ligado à Fiocruz, o teste identifica 14 genótipos do HPV antes do aparecimento de lesões ou de câncer em fase inicial, inclusive em quem não tem sintomas. Ele é feito a cada cinco anos e vai substituir gradualmente o Papanicolau, que passará a ser usado apenas para confirmar resultados positivos.
A coleta lembra a do exame tradicional: durante a avaliação ginecológica, retira-se secreção do colo do útero. A diferença é que o material vai para um tubo com líquido conservante, e não para uma lâmina, e segue ao laboratório para análise do DNA do vírus.
Quem pode fazer
O exame será oferecido nas UBSs de referência, que podem ser consultadas na ferramenta Busca Saúde UBS, no Portal InfoSaúde-DF. O público inclui mulheres cis, homens trans, pessoas não binárias, de gênero fluido e intersexo com sistema reprodutor feminino, de 25 a 64 anos. Pessoas em situação de rua ou privadas de liberdade poderão fazer a autocoleta, com orientação de profissionais.
O HPV é um vírus muito comum, que atinge pele e mucosas e frequentemente não provoca sintomas. Sem diagnóstico, a infecção pode evoluir para o câncer de colo do útero, o terceiro mais frequente entre as brasileiras, com cerca de 17 mil casos novos por ano no período 2023-2025, segundo o Inca. O Ministério da Saúde prevê levar a tecnologia a 12 estados prioritários — entre eles DF, São Paulo, Rio de Janeiro e Pará — e expandi-la para todo o país até 2026.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Sarka Na kopci/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)







