Vigitel 2025: obesidade entre adultos brasileiros aumenta 118% desde 2006

A proporção de adultos com obesidade no Brasil subiu 118% entre 2006 e 2024, segundo o Vigitel 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (28). No mesmo intervalo, a hipertensão cresceu 31%, o excesso de peso 47% e o diabetes 135%, o que aumenta a pressão sobre o sistema de saúde e reforça a necessidade de prevenção em larga escala.
Uma tendência de quase duas décadas
O dado confirma um movimento que a pesquisa acompanha há anos. Na série consolidada até 2023, o Vigitel já mostrava que a parcela de adultos com obesidade nas capitais e no Distrito Federal havia passado de 11,8% em 2006 para 24,3% em 2023, quase o dobro.
Com mais pessoas vivendo com excesso de gordura corporal, avançam também doenças associadas, como diabetes e hipertensão. Esses problemas elevam o risco cardiovascular, reduzem a qualidade de vida e aumentam a procura por remédios, exames e acompanhamento contínuo no SUS.
Causas vão além da escolha individual
Especialistas descrevem a obesidade como uma condição de múltiplas causas, influenciada pelo ambiente alimentar, pela renda, pela rotina de trabalho, pelo acesso a locais seguros para praticar atividade física, pela falta de sono e pelo estresse crônico.
No mesmo anúncio, o Ministério da Saúde apontou mudanças no estilo de vida, como a queda da atividade física nos deslocamentos, e apresentou dados nacionais inéditos sobre sono: uma parcela relevante dos adultos dorme menos de seis horas e relata sintomas de insônia. Juntos, esses fatores dificultam o equilíbrio metabólico e a manutenção de hábitos saudáveis.
Viva Mais Brasil
Para enfrentar o avanço das doenças crônicas, o ministério lançou em 28 de janeiro a estratégia Viva Mais Brasil, com R$ 340 milhões para ações de promoção da saúde e prevenção. O plano inclui a retomada e a expansão da Academia da Saúde, que oferece práticas corporais orientadas e integradas à atenção primária. A proposta é atuar de forma contínua nas unidades básicas, nas escolas e nas comunidades, e não apenas tratar as complicações quando elas já apareceram.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: E4024/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)







