Anvisa aprova baricitinibe como primeiro tratamento para a forma grave da alopecia areata

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro tratamento para a alopecia areata, doença autoimune que provoca queda de cabelo. Com a decisão, o baricitinibe, vendido com o nome comercial Olumiant, pode ser prescrito para adultos com a forma grave da condição, aquela que atinge o corpo inteiro e não apenas uma região específica.
Diferente da calvície comum
É importante não confundir a alopecia areata com a alopecia androgenética, que é a calvície de origem genética e hereditária. A areata tem origem autoimune, ou seja, é provocada por uma reação do próprio sistema de defesa do organismo.
Resultados em estudos
Nos Estados Unidos, a FDA também já havia autorizado o Olumiant para a alopecia areata. De acordo com a agência norte-americana, a eficácia e a segurança do baricitinibe foram avaliadas em diferentes pesquisas. Em uma delas, os pacientes alcançaram cobertura de pelo menos 80% do couro cabeludo após 36 semanas de tratamento.
Outros usos já aprovados
No Brasil, o baricitinibe já tinha registro para outras indicações:
- artrite reumatoide moderada a grave;
- dermatite atópica moderada a grave;
- tratamento da Covid-19 em alguns adultos hospitalizados.
No início de 2022, o medicamento também foi aprovado como o primeiro remédio para o tratamento da Covid-19 no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: geehairimages/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)







